Rendimento escolar pode melhorar se horário for adaptado ao ritmo de sono

O neurologista Alexandre Castro Caldas defendeu hoje que o rendimento académico dos alunos pode ser melhorado se o horário escolar for adaptado ao ritmo de sono dos adolescentes, que se deitam mais tarde.
créditos: AFP PHOTO/JIM WATSON

Em declarações à agência Lusa, o especialista exemplificou que nos Estados Unidos da América os resultados dos alunos melhoraram quando decidiram começar as aulas mais tarde.

“Os miúdos estavam mais despertos, conseguiam trabalhar melhor. É preciso perceber os horários de sono dos adolescentes”, afirmou o diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa.

No entanto, defendeu que as medidas não devem ser replicadas de forma universal: Primeiro “é preciso ver o que as escolas estão a fazer” e estudar a realidade de cada país.

As neurociências e a educação é o tema que Castro Caldas leva no sábado ao Congresso Mundial de Educação, iniciado hoje em Lisboa por iniciativa do setor privado.

De acordo com o neurologista, as ciências do cérebro devem contribuir para melhorar o ensino, sendo este um dos temas mais em foco no mundo atual.

A investigação em torno do funcionamento do cérebro pode contribuir “de forma muito significativa” para a forma de ensinar, frisou, acrescentando que nos EUA esta temática está “muito mais desenvolvida”.

Além de perceber os ritmos de sono dos adolescentes e adequar o horário escolar, pode também contribuir para melhorar o rendimento dos alunos a presença de atividades na escola como teatro e a música.

Ver artigo completo

Comentários