Rendimento escolar pode melhorar se horário for adaptado ao ritmo de sono

O neurologista Alexandre Castro Caldas defendeu hoje que o rendimento académico dos alunos pode ser melhorado se o horário escolar for adaptado ao ritmo de sono dos adolescentes, que se deitam mais tarde.

Autumn Watson does her homework in her dining room in Centreville, Maryland, after class at Centreville Elementary on April 30, 2013. AFP PHOTO/JIM WATSON

Em declarações à agência Lusa, o especialista exemplificou que nos Estados Unidos da América os resultados dos alunos melhoraram quando decidiram começar as aulas mais tarde.

“Os miúdos estavam mais despertos, conseguiam trabalhar melhor. É preciso perceber os horários de sono dos adolescentes”, afirmou o diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa.

No entanto, defendeu que as medidas não devem ser replicadas de forma universal: Primeiro “é preciso ver o que as escolas estão a fazer” e estudar a realidade de cada país.

As neurociências e a educação é o tema que Castro Caldas leva no sábado ao Congresso Mundial de Educação, iniciado hoje em Lisboa por iniciativa do setor privado.

De acordo com o neurologista, as ciências do cérebro devem contribuir para melhorar o ensino, sendo este um dos temas mais em foco no mundo atual.

A investigação em torno do funcionamento do cérebro pode contribuir “de forma muito significativa” para a forma de ensinar, frisou, acrescentando que nos EUA esta temática está “muito mais desenvolvida”.

Além de perceber os ritmos de sono dos adolescentes e adequar o horário escolar, pode também contribuir para melhorar o rendimento dos alunos a presença de atividades na escola como teatro e a música.

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