Problemas dentários em crianças preocupam Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Mais de metade das cerca de 500 crianças que fizeram rastreios de saúde através de um programa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) foram encaminhadas para dentistas, tendo sido detetados casos preocupantes, segundo os responsáveis.

De acordo com Noémia Silveiro, responsável da SCML, num período experimental foram realizados rastreios a 540 crianças e jovens de bairros sociais de Lisboa: 310 foram encaminhadas para dentistas, 144 para nutricionistas e 63 para oftalmologistas.

 

Face a casos considerados “muito preocupantes, a Santa Casa decidiu iniciar um programa de rastreios gratuitos de saúde a crianças até aos 18 anos em bairros sociais, históricos e também em juntas de freguesias e instituições particulares de solidariedade social.

 

No âmbito da iniciativa “Saúde Mais Próxima”, a SCML vai começar por fazer, na quinta e sexta-feira, rastreios a crianças dos 6 aos 15 anos, através de uma nova Unidade Móvel Juvenil de Saúde que estará no Largo Trindade Coelho, em Lisboa, das 10:00 às 18:00.

 

O objetivo, como explicou Noémia Silveiro à Lusa, é avaliar a saúde geral, oral, visual e auditiva dos mais novos, depois dos casos encontrados no rastreio experimental.

 

“Encontrámos pais pouco sensíveis para algumas das questões da saúde”, nomeadamente no que respeita às questões da nutrição e alimentação, disse a responsável, referindo que, em 500 rastreios, detetaram 40 crianças com problemas de obesidade.

 

Para alargar estes rastreios, a SCML quer estabelecer parcerias com sociedades médicas e outras associações, como o caso da organização não governamental “Turma do bem”, com a qual já existe um acordo para tratar doenças orais e problemas visuais.

 

No âmbito do programa Saúde Mais Próxima, que já existe há mais de um ano, a Santa Casa já realizou ações de sensibilização e rastreios para as doenças respiratórias, obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose ou cancro da pele.

 

Os responsáveis do programa ficam com os contactos dos doentes que são reencaminhados para os médicos de família e tentam seguir todos os passos do respetivo processo clínico para se certificarem de que as consultas e exames necessários são efetivamente realizados.

 

Lusa

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