Primeira escola portuguesa de atletismo adaptado quer crescer para outros desportos

Cerca de 70 jovens correram hoje, em Lisboa, os 400 metros que marcaram a abertura oficial da primeira escola portuguesa de atletismo para pessoas com deficiência, um projeto que o seu mentor quer alargar a outras modalidades.
créditos: Lusa

Jorge Pina, atleta paralímpico que marcou presença nos Jogos Pequim2008 e Londres2012, admite que agora, “com o sonho da escola concretizado”, a próxima meta será “torna-la numa escola de desporto adaptado”.

O atleta espera também que a escola se torne “num espaço que permita formar novos atletas paralímpicos”, por considerar que o desporto adaptado de alta competição precisa de rejuvenescimento.

A escola foi hoje inaugurada oficialmente, com cerca de 70 crianças a correram uma volta na pista do Parque de Jogos 1.º de Maio, em Lisboa, mas já está a funcionar há algum tempo.

“Temos já cerca de 70 crianças que treinam aqui três vezes por semana e, para isso, contamos com o apoio de cinco técnicos com formação em várias áreas da deficiência”, explica Jorge Pina, acrescentando que o recrutamento dos alunos é feito sobretudo nas escolas.

No entanto, Jorge Pina, que cegou aos 28 anos numa altura em que praticava pugilismo, quer trabalhar de forma a que, no futuro, sejam os pais a levar os filhos à escola de atletismo.

“Às vezes é preciso informar bem os pais e tentar que eles deixem de proteger demasiado os filhos”, disse.

A criação da escola, uma aspiração antiga da Associação Jorge Pina – que tem outros projetos sociais -, foi possível devido à parceria com a marca Rexona, que tem o seu nome associado à escola.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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