Portugal gasta 6.200 euros/ano por aluno no ensino público, abaixo da média da OCDE

Apenas sete países da OCDE investem menos do que Portugal: Eslováquia, Estónia, República Checa, Hungria, Chile, México e Turquia

Portugal gasta anualmente cerca de 6.200 euros, em média, por cada aluno que frequenta o ensino público, uma verba abaixo da média da OCDE, segundo o relatório anual “Education at a Glance 2014” hoje divulgado.

 

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) pegou nos dados de 2011 e comparou quanto investe cada país anualmente por aluno.

Contabilizando todos os estudantes desde o ensino básico ao superior, os 34 países da OCDE gastam, em média, 7.370 euros com cada um dos seus alunos, um investimento que vai aumentando ao longo dos anos.

 

Nesta análise, Portugal fica abaixo da média, já que o gasto anual por aluno a frequentar o ensino público não chega aos 6.200 euros.

 

Para os estudantes que chegam ao 1.º ciclo e até saírem para o 3.º ciclo, Portugal investe cerca de 4.660 euros, quando a média da OCDE é de 6.213 euros.

 

Neste quadro, apenas sete países da OCDE investem menos do que Portugal - Eslováquia, Estónia, República Checa, Hungria, Chile, México e Turquia.

 

Só quando os alunos chegam ao secundário, o valor por estudante atinge a média da OCDE: quase sete mil euros.

 

No ensino superior, o dinheiro gasto por aluno volta a estar abaixo da média da OCDE: em Portugal, a verba média é de 7.769 euros, enquanto na OCDE é de 10.876 euros.

 

O relatório analisa também o ensino superior, tendo em conta quatro diferentes modelos de financiamento e apoios dados aos alunos da OCDE.

 

O “Modelo 1” é o da Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, quatro países nórdicos com “generosos” sistemas de apoio ao estudante, uma vez que o ensino não representa um custo para o aluno.

 

O relatório sublinha que os governos daqueles países entendem que “o financiamento de ambas as instituições e alunos é baseada no princípio de que o acesso ao ensino superior é um direito, em vez de um privilégio”.

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