Portugal é o 13º melhor país do mundo para ser mãe

De acordo com o relatório anual «O estado do mundo/Mães», da ONG Save the Children, a República Democrática do Congo é o pior país do mundo para dar à luz e a Finlândia o melhor.

A organização não governamental Save the Children, apoiada pela Fundação Bill & Melinda Gates, publicou hoje o seu relatório anual sobre o estado do mundo, que avalia as condições disponíveis em cada país para que as mulheres sejam mães. Para a elaboração deste relatório, a ONG comparou fatores como a saúde materna, a mortalidade infantil, a educação e o rendimento em 176 países.

 

Na Índia, mais de 300 mil bebés morrem nas 24 horas após terem nascido, o que representa 29% de todas as mortes de recém-nascidos no mundo inteiro, diz o relatório.

 

Os dez países que ocupam os últimos lugares do ranking são todos da África subsaariana, com uma mulher em cada 30 a morrer por causas relacionadas com a gravidez e onde uma em cada sete crianças morre antes do seu quinto aniversário.

 

Na República Democrática do Congo, o último país do ranking, a guerra e a pobreza deixaram as mães subnutridas e sem apoio no momento mais vulnerável das suas vidas. Os outros nove países que estão ligeiramente à frente da RD do Congo estão a Somália, a Serra Leoa, o Mali, o Níger, a República Centro Africana, a Gâmbia, a Nigéria, o Chade e a Costa do Marfim. A Save the Children afirma que a falta de nutrição é um ponto fundamental para as elevadas taxas de mortalidade materna e infantil na África Subasaariana, sendo responsável pelo peso insuficiente de 10 a 20% das mães.

 

Em contraste, o relatório mostra que a Finlândia é o melhor país para ser mãe, com um risco de morte durante a gravidez de uma em 12 mil. Além disso, as crianças finlandesas recebem quase 17 anos de educação formal.

 

A Suécia, a Noruega, a Islândia e a Holanda são os países que se seguem no ranking. Portugal ocupa o 13º lugar da tabela, à frente de países como a Irlanda, o Canadá, o Reino Unido e os Estados Unidos da América.

 

Surpreendentemente, o relatório indica que os EUA têm a maior taxa de mortes de recém-nascidos do mundo industrializadoonde 11 mil bebés morrem anualmente no dia em que nascem. A ONG afirma que tal se deve em parte à elevada população dos EUA, bem como o grande número de bebés nascidos prematuramente. Os EUA têm uma das maiores taxas de nascimentos prematuros do mundo, com um em cada oito.

 

O relatório também evidencia que mães e bebés morrem em maior número no sul da Ásia do que em qualquer outra região do mundo, com uma estimativa anual de 423 mil bebés que morrem no dia em que nascem. Também a Índia tem o maior número de mortes maternas do que em qualquer outro país, com 56 mil por ano.

 

 

Maria João Pratt

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