Pais querem esclarecimentos sobre falta de qualidade nas cantinas escolares

A federação de associações de pais de Lisboa exigiu, numa carta aberta dirigida ao ministro da Educação, deputados e presidentes de câmaras, respostas para a falta de qualidade da alimentação nas cantinas escolares recentemente denunciada.
créditos: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Na carta aberta hoje divulgada, assinada pelo presidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (Ferlap), Isidro Roque, afirma-se que “ a alimentação não é de qualidade nem servida em quantidade em muitas das cantinas da escola pública”.

Na missiva a Ferlap acusa ainda alguns diretores escolares de promover “a intimidação e a desinformação, junto de quem tenta resolver” os problemas nas cantinas.

“Enquanto português, pai e presidente de uma federação que representa mais de 50% das Associações de Pais de Portugal”, Isidro Roque exige resposta do ministro da Educação, dos deputados e dos presidentes das autarquias sobre o que pretendem fazer a respeito destas duas situações.

A associação Transparência e Integridade solicitou hoje ao ministro da Educação que faça o levantamento de todos os casos em que alunos tenham sido alvo de processos disciplinares por denunciarem a má qualidade da comida das cantinas.

O pedido da associação, representante portuguesa da organização não-governamental anticorrupção Transparência Internacional, expresso numa carta enviada ao ministro, surge na sequência de queixas apresentadas por pais e encarregados de educação relacionadas com a qualidade das refeições escolares e de alegadas represálias exercidas sobre alunos que fotografaram ou filmaram comida de má qualidade nas cantinas.

Duas suspensões em Vila Nova de Gaia

O Jornal de Notícias avançou na sexta-feira que alunas de uma escola de Vila Nova de Gaia foram suspensas depois de terem divulgado fotografias e queixas nas redes sociais.

A má qualidade e pouca quantidade das refeições escolares têm sido denunciadas através de fotografias divulgadas por pais e encarregados de educação, que apresentaram cerca de 70 queixas à Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEstE).

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