Obesidade infantil associada a raciocínio mais lento

Especialistas defendem que o excesso de peso das crianças deve ser prevenido desde cedo, a começar pelas mães, que muitas vezes engravidam com peso a mais, aumentando assim as hipóteses do bebé nascer também com um peso acima do normal.

Um novo estudo desenvolvido em parceria com as Universidades dos estados de Michigan, Georgia, Illinois, Texas e a faculdade Waseda (Japão), publicado na revista Cerebral Cortex, diz que as crianças obesas são mais lentas a pensar e têm mais dificuldades em resolver problemas.

O estudo analisou o comportamento de 74 crianças, entre os 7 e os 9 anos, face a alguns problemas cognitivos. Concluiu, então, que as crianças com excesso de peso eram mais lentas a dar as sua respostas, erravam mais vezes, e quando erravam numa questão demoravam ainda mais tempo a responder à pergunta seguinte; dados que, para os investigadores, são sinónimo de um desenvolvimento desadequado do córtex pré-frontal, que comanda os pensamentos racionais, e do córtex cingulado anterior, que permite que se aprenda com os erros.

Os estudiosos revelaram ainda um outro dado preocupante, para além da obesidade em si. É que a dificuldade de aprendizagem também pode estar associada a uma má nutrição, uma vez que estas crianças consomem alimentos processados e com um baixo valor nutricional. "Estas crianças revelam a falta de vários nutrientes exigidos pelo cérebro para o desenvolvimento das suas funções neurológicas." - explica o Dr. Paul Clayton, do Institute for Food, Brain and Behaviour, revelando assim que o problema pode ser ainda mais complexo.

 

 

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