Novo livro do psicólogo Eduardo Sá desafia pais, professores e educadores a recriarem a escola

Porque é que os bons alunos não tiram sempre boas notas? E porque é que a escola dá tanto às crianças, mas não necessariamente o que mais precisam?

No início de mais um ano letivo, o novo livro do psicólogo Eduardo Sá vem convidar pais, professores e educadores a recriarem a escola.

“A escola do futuro tem de ser uma escola de rosto humano. Uma escola onde não haja disciplinas de primeira e disciplinas mais ou menos bastardas. Uma escola onde haja espaço e tempo para falar, para experimentar e para compreender. Uma escola onde a esperança de vida não termine aos 18 anos, com a entrada no ensino superior, mas que ligue curiosidade, orgulho, ambição, sonho e paixão, história e futuro."

A escola é o mundo delas, das crianças. É o mundo secreto onde os nossos filhos habitam; onde as horas passam sem que saibamos realmente como. Até ao momento mágico em que nos são devolvidos e já é tarde demais: o banho e o jantar apressado, e a cama à espera porque amanhã é um novo dia. Nesse mundo aparentemente secreto, só raras vezes se abrem minúsculas frinchas, através das quais, se estivermos atentos, os conseguimos escutar. Ouvimos então, em parcas palavras que, do “outro lado”, as aulas são demasiado longas, os intervalos demasiados curtos – um lanche engolido, uma ida à casa de banho – e nem sobra tempo para brincar.

Mas disso não sabemos, ou sabemos pouco. Porque quando chegam está na hora do trabalho de casa (que, na verdade, é o trabalho de escola), está na hora de pesquisar na Internet (onde na verdade pesquisamos nós), e no fim de tudo, resta um beijo, quase culpado, boa noite e até amanhã. É este o mundo deles, tão longe do nosso. Mas se nos tornássemos melhores “escutadores”, talvez não fosse preciso mais nada. Porque eles dizem-nos tudo o que precisamos de saber. Vamos então escutá-los por um momento; e que estes textos nos agucem a atenção. Porque falam todos dessa escola que dá tanto aos nossos filhos, mas não necessariamente o que mais precisam.

LEIA AQUI O PRIMEIRO CAPÍTULO

 

artigo do parceiro: Susana Krauss

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