Nenhum caloiro é obrigado a participar nas praxes

O reitor da Universidade do Porto avisou os cerca de 4.000 novos estudantes que participaram na sessão de receção ao caloiro que não são obrigados a participar em qualquer ato de praxe académica contra a sua vontade.
créditos: ESTELA SILVA/LUSA

“Nenhum estudante pode ser obrigado a participar em qualquer ato da praxe académica contra a sua vontade, cabendo a todos, a toda a comunidade, a obrigação de velar pelo cumprimento desta norma de que lhe deverá ser dado conhecimento no ato de inscrição”, declarou o reitor no discurso da cerimónia de receção aos novos estudantes que ingressam este ano letivo naquela instituição de Ensino Superior.

Sebastião Feyo de Azevedo acrescentou, no seu discurso, proferido na Praça Gomes Teixeira, em frente ao edifício da Reitoria da UP, que tudo faria por uma integração “sem excessos ou abusos” em sintonia e articulação com os representantes dos estudantes.

Questionado pela Lusa se estava preocupado com o orçamento para este ano letivo, o reitor recordou que esse orçamento ainda foi definido face à situação eleitoral que se vive, mas disse estar convencido que a situação não ficará pior.

“Pior não será a situação. Há indicadores de que possa ser melhor”, declarou Sebastião Feyo de Azevedo, reconhecendo, todavia, que apesar de o apoio e o financiamento serem muito importantes, há outras questões na universidade também importantes. Entre elas contam-se, como realçou, o modelo global de governação e de organização entre as várias faculdades e entre as outras universidades, o modelo de carreira docente universitária ou a rede do sistema do Ensino Superior.

“Não vai ser pelo financiamento que nós vamos deixar de progredir”, concluiu o reitor.

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