Mulheres de Leiria, Coimbra e das regiões metropolitanas têm filhos mais tarde

As mulheres residentes nas regiões de Leiria e Coimbra, mas também no Cávado e áreas metropolitanas do Porto e Lisboa são as que têm o primeiro filho mais tarde, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a 5ª edição do Retrato Territorial de Portugal, hoje disponibilizada pelo INE, entre 2011 e 2016 a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho aumentou em todas as regiões do país e, em 2016, situava-se acima da média nacional de 30,3 anos em 11 das 25 sub-regiões portuguesas, lideradas pela Região de Leiria e Região de Coimbra, com idades próximas dos 31 anos.

A Região Autónoma dos Açores mantinha-se, em 2016, como a região do país onde o nascimento do primeiro filho acontece mais cedo, com a idade média da mãe a situar-se abaixo dos 28 anos.

O INE sustenta ainda que se registou um aumento da maternidade tardia nas sete regiões do país e que, em 2016, a proporção de nados-vivos de mães com idade igual ou superior a 35 anos era mais elevada na Região Autónoma da Madeira (33,9%), na Área Metropolitana de Lisboa (33,5%) e no Centro (32,9%).

"A Região Autónoma dos Açores assinalava o valor mais baixo neste indicador (22,7%)", adianta, referindo igualmente que os territórios mais urbanizados "apresentavam uma maior incidência da maternidade tardia".

Por outro lado, no mesmo período de cinco anos, entre 2011 e 2016, o índice sintético de fecundidade diminuiu nas regiões autónomas e nas regiões Norte e Centro e, em 2016, "estas regiões registavam um valor abaixo do limiar de 1,3 filhos por mulher", considerado como o limiar de muito baixa fecundidade e abaixo da média nacional de 1,36.

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