Mais de um terço conhece crianças vítimas de violência

Mais de um terço dos inquiridos num estudo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) admite conhecer situações de crianças ou jovens vítimas de violência, mas destes menos de metade denunciou o caso.
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Estas são algumas das conclusões do 6.º Barómetro APAV/Intercampus, sobre o tema da “Perceção da População Portuguesa sobre a Violência contra Crianças e Jovens”, que decorreu entre 15 de maio e 30 de junho e teve como base entrevistas a 807 pessoas com 18 ou mais anos.

O estudo hoje divulgado revela que 36% dos inquiridos (292) disseram ter conhecimento pessoal de situações em que crianças ou jovens foram vítimas de violência.

Entre estes casos destacam-se situações de ‘bullying’ e violência nas escolas (agressão entre alunos ou entre alunos e profissionais de educação).

Destas situações, os entrevistados declaram ter tido conhecimento que apenas 56% das vítimas terão recebido apoio, que foi dado principalmente nas escolas (42%) e na família (37%).

Houve ainda casos que receberam apoio das autoridades policiais (17%) e das comissões de proteção de crianças e jovens (16%).

Das 292 pessoas que declararam ter conhecimento pessoal de situações de violência contra crianças e jovens, apenas 38% (112) reportaram esta situação a uma estrutura de apoio (escola, polícia e/ou família).

Aumento das situações de violência

Outra conclusão do barómetro aponta que mais de metade dos inquiridos têm a perceção de que as situações de violência contra menores aumentaram nos últimos anos, destacando-se também a violência nas escolas e o ‘bullying’, bem como a violência através da internet e das novas tecnologias.

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