Maioria dos alunos que chumba no 7.º ano têm seis ou mais negativas

Mais de 60% dos alunos que chumbam no 7.º ano de escolaridade têm seis ou mais negativas, segundo um estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) baseado em dados do ano letivo 2014/2015.

Os dados, citados hoje no jornal Público e disponíveis na página da DGEEC na Internet, indicam que 66% (dois terços) dos alunos que chumbam no 7.º ano de escolaridade têm seis ou mais negativas.

No entanto, se o “limiar de contagem for de cinco ou mais negativas, esta proporção aumenta para 85%”, revela a DGEEC.

O estudo da DGEEC, feito pela primeira vez, analisa as notas internas (dadas pelos professores) que os alunos do ensino público de Portugal continental tiveram no ano letivo 2014/2015 nos três anos de escolaridade do 3.º ciclo do ensino básico.

A DGEEC analisou as classificações finais em 11 disciplinas obrigatórias (Ciências Naturais, Físico-Química, Inglês. Português, Educação Física, Geografia, Língua Estrangeira II, Tecnologias da Informação e Comunicação, Educação Visual, História e Matemática).

Segundo os dados, entre 95% e 97% dos alunos que reprovaram no 3.º ciclo tiveram negativas a Matemática. No 7.º ano, 24% dos alunos tiveram negativa a Matemática, no 8.º subiu para 32% e no 9.º ano desceu para os 30%.

No estudo foi também analisado quantas classificações negativas somaram e que diferentes áreas se registam entre os alunos carenciados e aqueles que são provenientes de estratos mais favorecidos.

Relação entre apoio social e negativas

A DGEEC adianta que no 7.º ano de escolaridade, 51% dos alunos do escalão A da Ação Escolar Social tiveram negativa a Matemática e apenas 25% no que diz respeito aos que não têm apoio económico do Estado.

De acordo com o estudo, em 2014/2015 chumbaram 13,1% dos 300.429 alunos inscritos no 3.º ciclo em escolas públicas do continente, sendo que esta percentagem sobe para 16,7% se se tiver apenas em conta o 7º ano, o primeiro dos três que compõe o 3.º ciclo.

Comentários