Linha da Criança recebeu 584 chamadas, o valor mais baixo dos últimos anos

Mmaus-tratos, negligência e abandono motivaram 80 chamadas e abusos sexuais conduziram a 13 telefonemas

A Linha da Criança do Provedor de Justiça recebeu 584 chamadas telefónicas em 2013, o valor mais baixo dos últimos anos, sendo a maior parte relacionada com o exercício de responsabilidades parentais.

 

Dados do relatório de atividades de 2013 do Provedor de Justiça referem que o número de chamadas tem vindo sempre a cair desde 2004, quando foram registados 2.083 telefonemas.

 

O Provedor de Justiça aponta como explicações para esta situação a “existência de diversos serviços de natureza similar” e a “disseminação por todo o território nacional das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, enquanto instituições de base local”.

 

Ainda assim, salienta, o serviço recebeu, em média, três chamadas diárias sobre questões relacionadas com direitos das crianças e jovens.

Causas dos telefonemas

 

O principal motivo de contacto está relacionado com “o exercício de responsabilidades parentais”, que representa perto de um terço do total das chamadas (138).

Os maus-tratos, a negligência e o abandono motivaram 80 chamadas e os abusos sexuais foram o motivo de 13 telefonemas.

 

Houve também 14 chamadas relacionadas com problemas ligados às visitas aos avós e 11 sobre a atuação de Comissões de Proteção de Crianças e Jovens.

 

A atuação de “outras entidades com competência em matéria de infância e juventude” motivou 56 chamadas.

 

“Provavelmente devido à situação económica do país, foram ainda significativos os pedidos dirigidos às carências económicas e familiares (27)”, observa o provedor.

 

O número de solicitações feitas diretamente pelas crianças e jovens (nove chamadas) é pouco significativo.

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