Jovem de 15 anos acusada de matar menina de sete no Reino Unido

O caso está a chocar o Reino Unido. Katie Rough, de sete anos, foi encontrada gravemente ferida perto de um parque infantil em York, na segunda-feira (09/01), acabando por morrer no hospital.

A jovem suspeita do homicídio, acusada também de posse ilegal de arma, foi presente a juiz esta quarta-feira (11/01), no tribunal de York, mas durante a audição de oito minutos não disse nada aos magistrados.

A vítima, Katie Rough, descrita pelos professores como uma "criança querida e adorada por todos", foi encontrada pela mãe inconsciente, com ferimentos profundos, num parque de diversões nas imediações de sua casa, em Woodthorpe.

A adolescente - não identificada - está detida. Depois desta quarta-feira ter sido ouvida por uma juiz, a rapariga deverá comparecer novamente em tribunal, desta vez em Leeds, na sexta-feira (13/01). Devido à gravidade das acusações, a jovem não será julgada num tribunal de menores.

O jornal "Daily Mail" escreve, com base em testemunhos, que a mãe da menina, Alison Rough, de 38 anos, caiu de joelhos na rua, a chorar e a pedir ajuda, depois de perceber o que se tinha passado. Há 15 dias Katie Rough tinha sido dama de honor no casamento da mãe.

A diretora da escola de Westield, Tracey Ralph, onde Katie estudava, diz que a morte é uma "enorme perda", afirmando que a menina era "amável, sossegada e dedicada".

Tanto a primeira-ministra, Theresa May, como o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, prestaram tributo a Katie no parlamento britânico. "Estou certo de que esta casa quer expressar condolências à família e amigos de Katie Rough, de apenas sete anos, que morreu tragicamente no início desta semana", comentou Jeremy Corbyn. "Também expresso condolências à família e amigos da pequena Katie, que morreu de forma trágica", acrescentou Theresa May.

Muita gente tem prestado homenagem à criança, colocando flores no parque, encerrado desde terça-feira (10/01), altura em que os peritos forenses estabeleceram um perímetro de segurança à volta do local. A investigação vai continuar, garantem as autoridades, que pediram privacidade para a família da vítima.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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