Fenprof exige plano para detetar ar poluído nas escolas

A Fenprof considerou esta quarta-feira que a investigação que aponta para níveis elevados de CO2 em creches e escolas do Porto e Bragança “não surpreendem” e defendeu um plano de diagnóstico em todos os estabelecimentos escolares do país.
créditos: Lusa

Uma investigação científica da Universidade do Porto, que será apresentada publicamente esta quarta-feira, revelou que mais de 50% das salas de creches, jardins-de-infância e escolas primárias têm níveis de concentração de dióxido de carbono acima dos limiares legislados, aumentando a probabilidade dos bebés e crianças contraírem asma.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse que estes resultados “não surpreendem”, revelando que as questões ligadas ao ambiente e à sua qualidade nas salas de aulas e nas escolas “nunca foram bem tratadas pelo Governo”.

“A Fenprof defende que deve haver um plano de diagnóstico de toda a situação que existe nas escolas portuguesas e não apenas das que dependem do Governo, mas das que dependem das autarquias, das escolas particulares no continente e nas regiões autónomas”, frisou.

Levantamento nacional

No entender de Mário Nogueira, o Governo e as autoridades que tutelam escolas devem fazer um levantamento da qualidade do ar e ambiente em todos os estabelecimentos escolares do país, sejam eles públicos ou privados.

“Por exemplo, chegámos ao final da legislatura e muitas escolas continuam a manter amianto na sua construção. O Governo foi aqui e acolá substituindo algumas placas em algumas escolas (sendo que nalgumas isso foi feito em período de aulas com toda a população escolar), mas não chega”, salientou.

De acordo com o sindicalista, se for feito um levantamento sério sobre estas matérias em todas as escolas do país, com certeza que os “resultados vão ser surpreendentes”.

Comentários