Ex-ministra da Educação desdramatiza resultados das provas de aferição

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues considerou hoje que não se deve “dramatizar” os resultados das provas de aferição, mas sim usar essa informação para alterar práticas de ensino e pedagógicas.
créditos: LUSA

“É um dado e é uma informação que devemos utilizar todos - o Ministério da Educação ao nível da orientação pública, mas, sobretudo, as escolas e os diretores das escolas - para melhorar o seu trabalho, não é uma informação para dramatizarmos, acharmos que está tudo perdido ou que as crianças desta geração nada sabem. Não é esse o objetivo das provas de aferição”, afirmou, no Porto.

À margem da apresentação do estudo “Aprender a ler a escrever em Portugal”, a antiga ministra entendeu que o objetivo das provas de aferição é dar a conhecer quais as matérias, mesmo dentro das áreas disciplinares, em que as crianças revelam mais dificuldades para que os professores “agarrem” essa informação e melhorem com essas crianças e com as quem vem a seguir.

“Não são exames, não são testes do Pisa, não são passíveis de hierarquizar ou classificar as crianças como se classifica num exame”, referiu.

“As provas de aferição, o que tem de específico, é que permitem medir de uma forma bastante decomposta quais são as dificuldades que as crianças têm no que respeita a várias matérias”, reforçou.

Maria de Lurdes Rodrigues salientou que a informação que advêm das provas de aferição serve, em primeiro lugar, os professores que ensinam os alunos e que têm, aqui, um instrumento importante para saber o que têm de mudar nas suas práticas de ensino e pedagógicas.

Os resultados das provas de aferição do 5.º e 8.º ano, realizadas em maio e junho, revelam que os alunos estão com dificuldades nas áreas de Ciências Naturais e Físico-Química e Matemática e Ciências Naturais.

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