Estarão os adolescentes fartos das redes sociais?

Assim parece, de acordo com um estudo realizado no Reino Unido, onde os adolescentes entrevistados mostraram-se desiludidos com o impacto negativo das redes sociais nas suas vidas e no seu bem-estar.

Uma pesquisa realizada entre mais de 5 mil alunos de escolas independentes e do estado pela HMC (Conferência de Diretores das Escolas, e que representa os líderes das principais escolas independentes em todo o mundo) e a Digital Awareness UK, revela que os jovens estão cada vez mais desiludidos com as redes sociais, onde 63% afirma mesmo que não se importaria se estas nunca tivessem sido inventadas.

O estudo teve como objetivo identificar as tendências digitais entre jovens dos 11 aos 18 anos e foi divulgado no passado dia 5 de outubro na conferência anual da HMC.

Os adolescentes destacaram o impacto emocional que as redes sociais estão a ter no seu bem-estar, onde 57% afirmaram já ter recebido comentários abusivos online, 56% admitiram estar no limite da adição e 52% afirmaram que as redes sociais fazem senti-los menos confiantes com a sua aparência física e com as suas vidas.

Mais de 60% acredita que os amigos mostra uma versão falsa deles mesmos nas redes, mas 85% acredita que nunca o fazem.

Por outro lado, os adolescentes que participaram neste estudo revelaram também o que mais apreciam nas redes sociais: os memes, as histórias, como as do Snapchat ou Instagram, e os filtros.

Em relação às expectativas, 55% diz que gostaria de ver mais criatividade nos conteúdos, 61% menos notícias falsas e 49% gostaria de ter mais privacidade.

"Este estudo é uma chamada de atenção para todos aqueles que trabalham nas redes sociais para garantir que são tidas em conta as necessidades dos adolescentes que, em último lugar, são quem dita as tendências na indústria", afirmou a co-fundadora da Digital Awareness, Charlotte Robertson.

artigo do parceiro: Susana Krauss

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