Docentes qualificados garantem melhores resultados que turmas pequenas

Professores mais qualificados podem ter um maior impacto nos resultados dos alunos do que turmas pequenas, defende a OCDE num relatório hoje divulgado, que refere também a necessidade de melhorias “na estrutura da despesa do Estado com a Educação”.
créditos: AFP / FRED DUFOUR

No relatório de avaliação de Portugal, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) defende que “a estrutura da despesa do Estado com a Educação deve ser melhorada”, referindo que apesar do “tamanho reduzido das turmas” ajudar a explicar as diferenças salariais dos professores em comparação com a média dos países da OCDE, há análises que sugerem que “professores mais qualificados têm um maior impacto nos resultados dos alunos do que turmas pequenas, especialmente no ensino secundário e no ensino superior”.

A OCDE defende ainda que há melhorias que podem ser alcançadas através de instrumentos de avaliação dos alunos, professores e das próprias escolas para garantir apoio específico e no tempo certo onde existam dificuldades.

No que diz respeito à educação vocacional e profissional, a organização defende que apesar do crescimento de 50% desta oferta educativa entre 2011 e 2013, abrangendo já mais de 150 mil alunos, a educação vocacional “deveria estar melhor alinhada com as necessidades do mercado de trabalho”.

“O Governo devia desenvolver uma parceria com o setor empresarial para garantir que a formação em contexto de trabalho é relevante para o mercado laboral e que os estudantes podem beneficiar de uma experiência relevante”, defende a OCDE, que acrescenta que esta formação deve ainda garantir competências básicas em empreendedorismo e na relação com as novas indústrias e tecnologias.

Considerando “promissores” os resultados de iniciativas como o Programa Garantia Jovem, que pretende ajudar os menores de 25 anos a melhorar as suas qualificações e a encontrar um emprego, a OCDE sublinha, no entanto, que “é importante acompanhar os resultados no mercado de trabalho” e “ajustar os programas [de formação] em conformidade”.

Os novos cursos superiores de curta duração – Cursos Técnicos Superiores Profissionais – são vistos pela OCDE como “interessantes” num ponto de vista de opção intermédia entre a educação vocacional e o ensino superior.

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