Doar espermatozoides e óvulos vai ser mais fácil. Governo vai criar mais postos de recolha

O secretário de Estado adjunto e da Saúde anunciou esta sexta-feira (06/01) mais financiamento e mais locais de recolha de gâmetas, e uma campanha de sensibilização para dadores, que aumente a acessibilidade à procriação medicamente assistida.

"Ainda este mês de janeiro será feito um despacho que vai estabelecer: locais de recolha adicionais para além dos existentes em Lisboa, Porto e Coimbra, vai prever financiamento específico para os bancos de gâmetas para aumentar a sua capacidade, vai prever uma avaliação sobre os benefícios que os próprios dadores podem ter e propor uma campanha de sensibilização para dadores", anunciou Fernando Araújo no parlamento.

As técnicas de procriação medicamente assistida foram alargadas no ano passado a todas as mulheres, independentemente do estado civil e orientação sexual, e a gestação de substituição passou a ser permitida em caso de infertilidade.

Fernando Araújo afirmou que "atualmente a acessibilidade ao banco de gâmetas é limitada", referindo que "nos últimos 4 anos não houve investimento sério" e comprometeu-se com o aumento da oferta.

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"Queremos aumentar a acessibilidade ao banco de gâmetas e iremos fazer tudo para que tal aconteça", afirmou, sem avançar dados específicos sobre o financiamento e os locais de recolha que serão criados.

Fernando Araújo respondia aos deputados na Assembleia da República durante a discussão da proposta de lei que determina que embriões, espermatozoides, ovócitos, tecido testicular e tecido ovárico que tenham sido congelados antes de 2006 podem vir a ser descongelados e eliminados se assim determinar o diretor do centro de PMA.

A proposta de lei pretende evitar, de acordo com o Governo, "a indesejável eternização da sua conservação, sem que os mesmos sejam utilizados ou reclamados pelos seus beneficiários".

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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