Dia da Criança Desaparecida: Autoridades sinalizaram 60 casos em 2013, mais sete face a 2012

Dos desaparecidos, 31 eram rapazes e 29 raparigas, tendo a maioria (26) entre 14 e os 16 anos

O serviço SOS-Criança sinalizou 60 casos de crianças desaparecidas em 2013, mais sete face ao ano anterior, a maioria por fuga e rapto parental, revelam dados do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

 

Os dados enviados à Lusa a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, que se assinala no domingo, indicam que a fuga de casa ou de uma instituição foi o principal motivo do desaparecimento (34 casos), seguindo-se o rapto parental (24).

 

Houve ainda dois casos em que as crianças se perderam, refere o IAC, observando que, até 31 de dezembro de 2013, 31 menores continuavam desaparecidos, enquanto 39 aparecerem durante esse ano.

 

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do instituto afirmou que “têm chegado constantemente” situações de crianças desaparecidas ao número europeu 116 000, atribuído em Portugal ao IAC.

 

“Além do rapto efetuado por terceiros, temos a questão do rapto parental, das crianças em fuga das instituições e das famílias e as situações das crianças perdidas e das crianças migrantes não acompanhadas”, adiantou Manuel Coutinho.

 

Em 2013, não foi registado nenhum rapto por terceiros, um facto saudado pelo psicólogo, que aponta como uma das razões para esta “boa notícia” a “grande divulgação” que tem sido feita desta problemática, que deixou as pessoas “um pouco mais atentas e um pouco mais alerta”.

 

“No que diz respeito à fuga das famílias e das instituições, tem-se vindo a verificar uma certa regularidade, mas no que diz respeito às situações de rapto efetuados por terceiros, felizmente as coisas têm estado controladas e não têm acontecido”, sustentou.

 

Segundo Manuel Coutinho, os casos de rapto parental é que tem feito aumentar o número de casos que chegam ao SOS-Criança.

 

Os dados referem que 11 menores estiveram desaparecidos menos de dois dias e seis menos de uma semana. Três crianças estiveram por localizar duas a três semanas, dois entre uma a duas semanas e um entre três a quatro semanas.

 

Três estiveram um mês por localizar, dois durante três meses e um esteve desaparecido meio ano.

 

Dos desaparecidos, 31 eram rapazes e 29 raparigas, tendo a maioria (26) entre 14 e os 16 anos.

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