Companhia de Coimbra leva teatro a 40 mil crianças de escolas de todo o país

A Companhia de Teatro de Coimbra AtrapalhArte vai levar o espetáculo "As Robertices" a cerca de 40 mil crianças de escolas de todo o país, de forma a promover a leitura de obras inseridas nas metas curriculares.

De acordo com Fernando Alves, um dos atores da AtrapalhArte, o espetáculo "As Robertices" começa a ser apresentado a 20 de outubro na Guarda e termina a 12 de junho de 2015, em Ílhavo.

"Ao todo, o espetáculo será visto por mais de 38 mil crianças de todo o país, já que vamos estar em escolas entre Caminha e Portimão", revelou.

A obra literária de Luísa Dacosta "As Robertices" serviu de inspiração aos quatro atores da AtrapalhArte que, ao longo de 50 minutos, contam histórias de outros tempos, divertindo as crianças com apontamentos dos dias de hoje.

"Tentamos fazer com que as crianças se divirtam nos nossos espetáculos. No fundo, relatamos histórias de uma altura medieval, mas com recortes da atualidade", esclareceu.

A história da Carochinha - que tem como personagens um porco “motard” ou um rato com uma cauda com oito metros de comprimento - juntam-se ao freguês caloteiro, sendo interpretadas de forma a que também os alunos possam interagir, não sendo apenas espetadores.

O espetáculo, que vai para a estrada a 20 de outubro, já se encontra esgotado, estando agendadas 380 encenações em escolas de todo o país.

"No final de setembro já estávamos com o calendário cheio. Esperávamos que este fosse um espetáculo composto, mas com as datas fechadas só lá para dezembro", realçou.

Já no último ano letivo, a companhia de teatro de Coimbra levou a cena o espetáculo infantil/escolar "O Principe Nabo", que percorreu o país com mais de 380 apresentações e chegou a aproximadamente 59 mil alunos.

"No fundo, são histórias do plano de leitura e os professores acham que com as nossas visitas os alunos sentem-se motivados a pegar na obra ou até brincar com a obra", acrescentou.

Fernando Alves destacou ainda que a AtrapalhArte está a trabalhar com algumas escolas há já três anos e que cada vez mais são as próprias escolas a estabelecer o contacto e a requisitar serviços.

"O espetáculo teatral é visto também como uma atividade enriquecedora e já temos escolas em lista de espera", concluiu.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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