Bullying entre irmãos não deve ser ignorado

Estudo norte-americano mostra que as agressões entre irmãos afetam negativamente a saúde mental de crianças e adolescentes.

Ser constantemente importunado por um irmão ou por uma irmã pode ser prejudicial para a saúde mental de uma criança, de acordo com o estudo Associação da agressão entre irmãos com a saúde mental da criança e do adolescente, publicado hoje na versão online da revista Pediatrics, da responsabilidade da Associação Americana de Pediatria (EUA).

 

Enquanto o bullying perpetrado por colegas de escola é um problema reconhecido por todos, a intimidação por parte de irmãos é muitas vezes considerada normal, de acordo com os autores.

 

Os investigadores estudaram e entrevistaram mais de 3500 crianças e jovens com idades entre 1 mês e 17 anos, bem como os seus pais, avaliando vários graus e tipos de agressão efetuadas por irmãos e amigos, como parte do Inquérito Nacional Sobre a Exposição de Crianças à Violência (dos EUA).

 

Avaliaram o alcance e a extensão da agressão fraternal vivida pelos entrevistados, olhando para medidas como a agressão física com e sem arma ou lesão; o roubo de algo que pertence à criança vítima, com ou sem o recurso a força; a quebra propositada de objetos dos irmãos; a verbalização de atitudes que façam a criança sentir-se mal ou com medo ou não que não é desejada por perto.

 

A saúde mental das crianças também foi avaliada

 

Os resultados mostraram que a agressão fraternal está associada a uma saúde mental significativamente pior para crianças e adolescentes. A aflição foi evidente para crianças e adolescentes que experimentaram tanto formas leves como graves de agressão entre irmãos.

 

Os dados também mostraram que, quando se comparam as agressões entre irmãos com as agressão por parte de colegas, as agressões entre irmãos parecem causar um maior sofrimento mental nas crianças e adolescentes.

 

Os autores concluíram que os pais, pediatras e a sociedade devem considerar a agressão entre irmãos como potencialmente prejudicial e não aceitá-la como normal, de reduzida importância ou até mesmo benéfica, e esta mensagem deve ser incluída na educação parental.

 

 

Maria João Pratt

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