Aluna impedida de comer na escola por falta de pagamento

O PCP questionou o Governo sobre a recusa de refeições a alunos de uma instituição privada de educação do concelho de Coimbra por “alegada falta de pagamento”, sem notificar previamente os pais das crianças em causa.
créditos: TIAGO PETINGA/LUSA

Tendo tido conhecimento que no Instituto de Lordemão, “instituição privada de educação que tem turmas com Contrato de Associação”, foram “recusadas refeições a alunos”, o grupo parlamentar do PCP questionou o Governo sobre a situação, revela uma nota da Direção da Organização Regional de Coimbra do partido, enviada hoje à agência Lusa. Em 06 de março de 2017, “foram recusadas refeições a alunos, tendo sido alegada a falta de pagamento, sem previamente terem sido notificados os pais das crianças em questão”, afirmam os comunistas.

Num dos casos, explicita o Partido Comunista, os pais de uma das crianças “reconhecem o incumprimento, que justificam pelas dificuldades financeiras devido a baixa médica da mãe e ao facto de terem adquirido óculos para a filha”.

A falta de pagamento por parte destes pais “já aconteceu anteriormente”, mas “nunca deixaram de regularizar a situação”, sublinha a mesma nota do PCP, adiantando que “estes pais têm duas filhas no Instituto [de Lordemão], sendo que uma delas tem necessidades educativas especiais”.

Proibição comunicada à porta do refeitório

A impossibilidade de comer a refeição foi “comunicada diretamente à aluna, à porta do refeitório”, tendo-lhe sido dito que “não poderia comer e que deveria dirigir-se à secretaria”. A aluna em causa “não pôde comer a refeição na escola naquele dia”, conclui o PCP, considerando o ato “desproporcionado e incompreensível”, com “a agravante de nem sequer haver um contacto prévio com os respetivos encarregados de educação”.

Os deputados comunistas questionaram, por isso, o Governo, através do Ministério da Educação, se tem conhecimento do caso e que medidas vai adotar para “averiguar e contribuir para a resolução desta situação, evitando que ela se repita no futuro com estas e outras crianças”.

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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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