7 conselhos médicos (e úteis) para preservar a fertilidade no verão

E se as férias deste ano fossem usadas para engravidar? Aqui ficam 7 conselhos úteis.

1. Para ela: controlar o peso

Começa a ser um lugar comum, mas de facto hoje em dia todos falam dos problemas da obesidade e das múltiplas consequências que o excesso de peso tem para a saúde. Num estudo recente, realizado em 2112 mulheres grávidas, concluiu-se que no caso das que apresentavam um IMC (índice de massa corporal) aumentado, o tempo necessário para engravidar era o dobro do que as mulheres com peso normal precisavam para atingir esse objetivo. Já no caso das mulheres com peso demasiado baixo, esse tempo era 4 vezes superior.

Ou seja, o ideal é que as mulheres tentem ter uma dieta saudável e equilibrada, com um IMC entre 18,5 e 24,9 - os ganhos em saúde serão gerais e isso é algo que ajudará seguramente a optimizar a fertilidade.

2. Para ele: proteger os espermatozóides do calor

A utilização de roupas largas e de boxers em vez das clássicas cuecas “normais” é desde há muito um clássico nos conselhos de optimização da fertilidade. De facto, a temperatura ideal para que se realize a espermatogénese (formação dos espermatozóides) são os 35ºC, isto é, 2ºC abaixo da temperatura corporal normal - e por isso todos os hábitos que acabem por expor os testículos a temperaturas superiores serão inevitavelmente prejudiciais. Ou seja, vamos esquecer as saunas, o computador portátil ao colo e as roupas demasiado justas, pois precisamos de ter os espermatozóides ao seu melhor nível.

3. Para os dois: cuidado com o álcool

Há vários estudos que demonstram uma clara associação inversa entre o consumo de álcool e a fertilidade. Por exemplo, um estudo feito pela Ferticentro e pela Universidade de Aveiro em estudantes universitários antes e depois das semanas académicas de Aveiro e Coimbra encontrou uma diminuição estatisticamente significativa quer do número total de espermatozóides, quer da percentagem de espermatozoides normais entre os estudantes que consumiram maiores quantidades de álcool. O número de indivíduos com alterações no espermograma aumentou 7 vezes com a exposição ao consumo de álcool, existindo alguns casos com resultados verdadeiramente devastadores.

No caso das mulheres, um estudo sueco recente mostrou que as que bebem pelo menos duas bebidas alcoólicas por dia têm uma diminuição de pelo menos 60% da respetiva fertilidade. Além disso, não nos devemos esquecer dos enormes riscos para o bebé associados ao consumo de álcool durante a gravidez. Se está a tentar engravidar, é definitivo: não beba.

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