Mãe, não quero ir para a escola

É frequente o seu filho dizer-lhe que não quer ir mais para a escola? Fingir que está doente? Chorar e implorar-lhe para não ir? Um artigo da psicóloga Mafalda Leitão.
créditos: Pixabay

Por vezes, as crianças começam, em algum momento específico, a ter este tipo de comportamento. Se for uma coisa espaçada e se só acontecer de tempos a tempos e perceber que é preguiça, sono ou cansaço. Pode ser normal e não precisa de se preocupar.

Contudo, se for um comportamento que comece a ser persistente no tempo então é preciso ter uma atenção mais profunda sobre o assunto.

O que poderá levar o seu filho a não querer ir mais à escola? São vários os motivos: pode ser alguma coisa que não esteja a correr bem na escola, seja com os professores ou os colegas; mas também pode ser alguma coisa que não esteja a correr bem em casa (por exemplo: discussões frequentes dos pais; o nascimento de um irmão); pode ser algum medo específico ou uma fobia escolar.

Primeiro que tudo, há que perceber o motivo. Fale com o seu filho, explique-lhe as coisas e tente entender o motivo para que ele não queira ir à escola. Por vezes, nem ele próprio compreende o porquê de se sentir assim.

Pode ser bullying

Mas imaginemos que ao falar com o seu filho, entende que é uma situação de bullying. O que pode e deve fazer?

Primeiramente, terá que lhe explicar muito bem o que é o bullying e o porquê dos meninos fazerem isso uns aos outros (atenção que é um assunto delicado e o seu filho irá absorver tudo aquilo que disser).

Depois, terá de falar com a escola que tem medidas para casos de bullying – por exemplo, falar e castigar os agressores e proteger as vítimas (mas a situação tem de ser identificada).

Paralelamente a isto, parece-me muito relevante procurar ajuda de um psicólogo, para trabalhar todas estas questões com o seu filho. Não se esqueça que o bullying é um assunto delicado, que traz muito sofrimento às crianças (assim como às famílias) e, por isso, deve ser tratado com uma sensibilidade e delicadeza específicas.

Comentários