Crianças com Dislexia: como ajudar

Esta síndrome poderá ter duas causas: uma dislexia adquirida ou dislexia de evolução

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde define a dislexia como sendo uma disfunção que se caracteriza pela dificuldade na aprendizagem da leitura.

 

Uma dificuldade que se manifesta apesar de os níveis intelectuais da criança serem normais e mesmo que o meio sociocultural de onde provém e as oportunidades de instrução sejam acima da média.

 

Existem duas causas principais desta síndrome:

  1. Por um lado, pode haver uma dislexia adquirida, fruto de perturbação emocional precoce, de lesões cerebrais ou de trauma de gravidez ou parto.
  2. E por outro lado, a dislexia de evolução, a mais comum, provocada por deficit maturativo.

 

Assim, surge, além dos aspetos relacionais e dinâmica da personalidade e além das funções lógica e linguística, a importância de outras funções superiores: perceção, atenção, memória e estruturação espácio-temporal. De salientar ainda, a importância da integração e do desenvolvimento psicomotor e das condutas motrizes.

 

A Dislexia de Evolução traduz-se por consideráveis dificuldades na aprendizagem da leitura, muito frequentemente acompanhadas por disortografia e perturbações na manipulação dos sons da linguagem. Paralelamente estão associadas outras perturbações cognitivas, tais como, défice das capacidades atencionais e na manutenção da concentração; síndrome de hiperatividade cinética; dificuldades mnésicas afetando a memória fonológica.

 

Deste modo, associada à dislexia encontra-se, na maior parte das vezes, uma disgrafia, ou seja, dificuldades da transcrição escrita da linguagem falada, e disortografia, que remete para erros ortográficos, sintaxe defeituosa e má compreensão das funções dos vários elementos da frase (sujeito, predicado e complementos).

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