Raquel Strada ensina truques de beleza

“Uma gota de azeite pode hidratar a pele à volta dos olhos”, eis um dos curiosos, práticos e baratos conselhos que a bela apresentadora Raquel Strada vem dando no programa “À Sua Medida”, da SIC Mulher. Um programa de sucesso, dirigido a um universo feminino que vai sentindo na pele (e na carteira) os efeitos da crise.

A Raquel tem um programa novo na SIC Mulher, o “À Sua Medida”. Como é que está a correr?
Está a correr muito bem. É um programa feito à medida das mulheres portuguesas. A ideia é mostrar que, às vezes, nem é assim tão difícil ficarmos femininas e bonitas. Pretendemos mostrar que não é difícil “chegar lá”, com coisas de fácil acesso e que nos fazem sentir bem.

Que tipo de coisas?
Coisas tão simples como pôr cerveja no cabelo para dar volume, usar azeite à volta dos olhos para hidratar, beber um copo de água em jejum para hidratar a pele, prender o cabelo durante a noite para evitar que fique quebradiço… Existem muitas coisas pequenas que podem fazer diferença no nosso quotidiano.

No fundo fala de mezinhas caseiras, aqueles truques que as nossas avós utilizavam?
Sim, no fundo são mezinhas e são truques caseiros que as nossas avós nos passaram e de que continuamos a falar. E que resultam. Mas também temos patrocinadores no programa, que têm produtos bastante baratos, que têm batons a um euro, por exemplo, e que são produtos de qualidade. Uma das preocupações atuais é exatamente a relação qualidade/preço.

No fundo quer levantar a autoestima feminina das portuguesas?
Eu sou “p’ra cima” e gostava de passar isso às pessoas. Também tenho consciência de que muitas vezes as pessoas não têm nem esse mínimo que lhes permita comprar o baton a um euro, mas uma gota de azeite para hidratar a pele à volta dos olhos quase toda a gente tem e já pode ajudar a elevar a autoestima. Temos sempre a preocupação de indicar produtos que existem em todas as casas para que toda a gente se sinta incluída no programa. “À Sua Medida”.

E para além da beleza também abordam outros temas, como a alimentação, por exemplo…
Temos uma rubrica de culinária, em que vamos a um restaurante que vulgarmente designamos “cinco estrelas”, restaurantes bons, a que dificilmente as pessoas a quem nos dirigimos conseguem ir, incluindo eu própria. Os chefs desses restaurantes têm a gentileza de nos dar algumas receitas para que as pessoas possam recriá-las em casa e muitas vezes com sugestões de alternativas mais baratas aos produtos que são utilizados por eles e que se adequam ao prato.

Um programa muito didático, portanto?
Acho acima de tudo que é um programa útil, que torna as mulheres portuguesas mais bonitas, mais bem dispostas, com maior autoestima e com poucos gastos. Temos sempre o cuidado de dar indicações e sugestões acessíveis a quase todas as bolsas. O próprio programa é um conceito “low cost”.

“Low cost”?
Sim, fazemos um programa de televisão com pouco, temos uma equipa pequena e um orçamento reduzido, como todos hoje em dia.

A ideia do programa foi sua ou foi-lhe apresentado pela SIC Mulher?
A ideia foi minha. Falei com os responsáveis da produtora Buenos Aires Filmes, que adoraram o projeto e tiveram a gentileza de se juntarem a mim e de acrescentarem à minha ideia inicial algumas coisas fantásticas que enriqueceram o programa. Ajudaram-me imenso, de tal forma que conseguimos pôr o projeto no ar em cerca de três meses.

E o “feedback” é bom?
É ótimo. As pessoas estão a gostar muito e participam imenso.

Acha que as mulheres que seguem o programa se identificam consigo?
Sinto que se identificam muito comigo, o que é engraçado. Querem saber, por exemplo, o que é eu visto no programa. Tento sempre usar coisas baratas para estar dentro do espírito do programa.

A roupa é sua ou tem marcas que a vestem?
Não, toda a roupa que uso no programa é minha. São coisas que tenho no meu roupeiro e sou eu que faço as conjugações. Não quis ter uma marca associada, mas achei que devia usar coisas minhas. Tenho uma ou outra peça mais cara, mas no geral a minha roupa é barata.

Tem algum vício em termos de roupa?
Não lhe posso chamar vício, mas gosto de, uma vez por ano, ou de dois em dois anos, de acordo com as minhas possibilidades, comprar uma boa mala, que geralmente nem mostro no programa. É o meu único luxo. De resto uso coisas muito baratas, de dez euros e coisas do género para mostrar que é mesmo possível conseguir estar bem sem gastar muito dinheiro.

Portanto, para além de conceber e apresentar o “À Sua Medida”, também pratica a filosofia do programa no seu dia-a-dia?
Nem fazia sentido que fosse de outra forma. Achei que para apresentar o programa e ser credível precisava de entrar na filosofia, faz mais sentido. Senti que tinha de o fazer. Gosto muito de moda e preocupo-me com imensas coisa, mas as dicas do programa são dadas por especialistas que trabalham comigo e que estão mais aptos do que eu nesse campo. São alguns dos melhores profissionais que trabalham neste ramo em Portugal. Não precisam de mim para nada, só para apresentar o programa.

A Raquel é um bom rosto para um programa de imagem. É uma miúda gira, com bom ar, simpática, elegante, tem boa imagem televisiva…
Obrigada (risos). Gosto muito de comunicar, tenho à-vontade perante as câmaras.

Curiosamente a Raquel começou a sua carreira como atriz, na série “Diário de Sofia” e não como apresentadora. Como é que foi isso?
É verdade, mas fui obrigada. Eu não queria. Eu fui lanchar com um amigo e ele sabia do casting e obrigou-me a passar por lá e disse-me: “Ficamos aqui na fila e vamos fazer o casting”. Eu olhei para ele e disse: “Nem pensar. Eu não quero fazer televisão”. Entretanto a diretora de casting veio cá fora, viu-me e mandou-me passar à frente de toda a gente. Acabei por fazer e correu-me pessimamente, mas devia ter mesmo o perfil físico que eles queriam para a personagem e acabei por ficar.

Então o aspeto físico deu uma ajudinha?
Sim, é preciso ter muito talento, mas acho que a sorte bate mesmo à porta. Naquele dia bateu. Eu era a pessoa que eles tinham imaginado para aquele papel.

Fez a série, mas não ficou com o “bichinho”?
Não porque eu sempre quis seguir a via da comunicação. Queria escrever, que é o que eu gosto de fazer. Mas as coisas foram surgindo na minha vida e eu fui aproveitando as oportunidades. Fui-me apaixonando e hoje em dia gosto muito de fazer aquilo que faço.

E a experiência da rádio, na Sudoeste TMN? Como foi?
Foi excelente enquanto consegui ter tempo para fazer rádio. A rádio não é bem aquilo que as pessoas pensam. Eu pelo menos achava que havia tempo para conversar, para ouvir o entrevistado, ter tempo para saborear palavras. Cheguei à conclusão que fazer rádio, na maioria das vezes, é lançar músicas e notícias e trânsito. Não é bem o que eu estava à espera. É estimulante quando são programas em que se conversa com calma, mas esses são poucos. No geral é muito a correr. E como acumulava com o trabalho na SIC, só consegui aguentar um ano. Tinha de acordar às 5h30m e chegava a casa às nove da noite para jantar. Ao fim de um ano estava muito, muito cansada. Mas adorei.

Ainda por cima partilhava o microfone com um dos seus melhores amigos, o Rui Maria Pêgo?
Sim, um dos meus melhores amigos, quase um irmão. Nem sempre resulta pôr os melhores amigos a trabalhar juntos. Nós conhecemo-nos tão bem que podemos chocar. Se estivermos mais chateados ou menos bem dispostos não conseguimos disfarçar. Ou então estarmos os dois tão cansados que quebrávamos, o que geralmente não acontece com pessoas com quem não temos tanta confiança.

Ficou com mais tempo para si e para o seu cão, que até tem Facebook. Quem é que teve a ideia de criar o Facebook do “Tufão”?
(Risos) A ideia surgiu de um dos meus melhores amigos, que trabalha numa agência de comunicação, e a página foi criada por mim e por ele. Depois achámos que era giro brincar um bocadinho com a questão do ar dele, que é muito fofinho, e satirizar e fazer algum humor negro… E daí, o Tufão só dizer coisas absolutamente inacreditáveis. Entretanto o Rui (Maria Pêgo) juntou-se a nós e agora é a loucura (risos). Muitas das vezes comunico comigo própria. Acho muito divertida a forma como o cão interage e como as pessoas falam com ele como se fosse de facto ele a colocar os “posts” e a responder.

E, entretanto, o “Tufão” já se meteu na política…
Pois, ele até já escreveu ao Presidente da República a dar as suas opiniões (risos).

Ele porta-se bem?
Porta. É muito sociável, embora não seja uma das características da raça, mas é enorme, vai ficar uma espécie de urso polar e não vai cheirar assim tão bem quanto isso quando crescer, para além do pelo que larga… Mas é um querido e faz completamente parte da minha vida.

A Raquel tem 30 anos e geralmente os relógios biológicos começam a “dar horas” por esta altura. O “Tufão” é uma forma de enganar esse relógio?
Pois, o ditado popular costuma dizer “dá-lhe um cão, que isso dá-lhe mais dois anos” (risos), o que basicamente significa que são dois anos em que as mulheres não pensam em ter filhos, depois de adotarem o cão. Eu não vejo as coisas assim. Neste momento não quero, embora sempre tenha achado que ia ser mãe e casar antes dos trinta. Nada disso se concretizou, por isso deixei de fazer planos. Quando tiver de casar, caso, e quando tiver de ter filhos, tenho.

E se acontecer?
Se acontecer é muito bem vindo. Aliás, os cães e as crianças dão-se muito bem (risos). Mas não me vejo rapidamente mãe, nem pouco mais ou menos. Adoro crianças e dou-me muito bem com elas…

Mas é bom deixá-las em casa dos pais ao fim do dia?
Sim, é mesmo muito bom. Para já ainda tenho muitas coisas que quero fazer a nível profissional, preciso de mais tempo.

Pode definir-se usando as letras do seu nome?
R de Rotinas, tenho algumas; A de Amizade; Q de Qualidade, aprecio a qualidade das coisas; U de Única, sou única, aliás, somos todos; E de Extrovertida; L de Livre.

artigo do parceiro: Top Fama

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