Como "Portugal é um país muito inspirador para se fazer humor", na visão de Nuno Markl, "Os Contemporâneos" garantiram mais uma série na RTP, a terceira em menos de um ano.

A direcção da estação pública reuniu o grupo de cómicos e os jornalistas, para anunciar que em Abril de 2009 eles vão continuar a sua missão de arrancar gargalhadas ao telespectador.

"É um programa que acrescenta algo ao humor que já se fazia na televisão em Portugal. É decisivo que apareçam mais projectos do género", justificou José Fragoso, director da RTP.

"Os Contemporâneos" estrearam-se a 4 de Maio na RTP1, no horário nobre dos domingos. Em Setembro, voltaram com uma segunda série, às quintas-feiras à noite. Apesar dos altos e baixos das audiências, José Fragoso garantiu que está satisfeito com os números, razão pela qual agora optou pela renovação do contrato.

Os concorrentes ("Zé Carlos", da SIC, e "Telerural", da RTP) não parecem preocupar "Os Contemporâneos", a crer nas palavras de Bruno Nogueira. O líder do grupo garante que todos têm uma relação muito boa e que, entre eles, não há competição: "As pessoas é que gostam sempre de uma coisa em detrimento de outra."

De "Os Contemporâneos" saíram já alguns casos de sucesso televisivo e online. É o caso da personagem "O Chato", interpretada por Nuno Lopes, cujos sketches foram vistos no YouTube mais de um milhão de vezes. Nuno Markl, o pai da personagem, define-a como "uma pessoa ultracontemporânea e ultranacional, porque é típico do português mandar os outros trabalhar enquanto o próprio não faz nada".

A RTP também aproveitou para apresentar o DVD com os 13 sketches da primeira série e extras que incluem o episódio "iPhoda.se", que nunca chegou a ser transmitido, além de entrevistas, erros nas gravações e as promoções semanais do programa. Custa 29,99 euros.