“Jerry Springer” ilibado de blasfémia

A Justiça inglesa decidiu que o musical “Jerry Springer”, afinal, “não é blasfemo” – embora em cada récita se ouçam 8 mil obscenidades...

Os fundamentalistas cristãos do Reino Unido acabam de perder o processo que tinham instaurado contra o musical "Jerry Springer/The Opera", por alegada "blasfémia".

O Supremo Tribunal britânico estabeleceu que o célebre musical satírico não é "blasfemo" e não "denigre nem ridiculariza o cristianismo" - ao contrário do que pretendiam vários grupos evangelistas radicais ingleses.

 

A queixa foi entregue à Justiça de Sua Majestade depois de a BBC2 ter exibido o musical. O grupo "Christian Voice" processou o director-geral da BBC, afirmando que a peça era uma "paródia vil a algo que consideramos sagrado" - o cristianismo. "Se fosse sobre o Islão ou sobre o profeta Maomé, não teriam coragem para fazer o mesmo", comentou o director nacional da "Christian Voice". "Não estamos apenas a proteger os direitos de uma parte da população, estamos a proteger a constituição de uma nação que assenta na fé cristã".

"Jerry Springer/The Opera", que nos últimos anos tem arrebatado audiências por todo o Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, nasceu como musical em Londres e baseia-se no "Jerry Springer Show" - um programa norte-americano de televisão extremamente popular em Inglaterra. O espectáculo usa uma linguagem assumidamente profana ao tratar alguns temas judeo-cristãos em termos críticos, como na cena em que um bando de radicais com capuzes do Ku Klux Klan surge em palco a dançar sapateado.

Os detractores de "Jerry Springer/The Opera" detectaram, em toda a peça, "8 mil obscenidades", "3.168 repetições da palavra f..." e "174 expressões blasfemas".

Com tanta propaganda (mesmo negativa), não admira que se preveja um êxito para a tournée americana que o musical fará a partir de Janeiro...

 

artigo do parceiro: Top Fama

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