Entrevista com Lili Caneças

A “tia” mais famosa de Portugal revela o seu lado solidário

Poucos dias antes deste Natal, Lili Caneças deu aos pobres, através da instituição Casa Solidária, o casaco mais quente que tinha. A socialite garante que sempre deu mais do que recebeu e que não está nada arrependida. Lamenta apenas os anos que perdeu com pessoas “que não mereciam sequer meia hora”…

Não lhe custou desfazer-se do seu casaquinho de pele mouton, tão confortável?
Fi-lo com toda a boa vontade. Espero que quem o vá usar goste tanto dele como eu. Dou sempre coisas de que gosto ou de que gostei muito. O casaco é muito quente e fofinho e sinto-me feliz por poder dar a alguém uma coisa que tive imenso prazer em usar.

É por hábito uma mulher solidária?
Sim. Dou muito aos meus “afilhados” do Bairro do Fim do Mundo, no Estoril, e em Cascais também temos uma loja social camarária, que foi inaugurada há pouco tempo.,

Estas ações tocam-lhe de que forma?
Fiquei, por exemplo, muito impressionada na última ação do Banco Alimentar Contra a Fome em que participei. Havia pessoas muito pobres a quem eu não entregava o saco da campanha à entrada das lojas, mas elas chegavam ao pé de mim e diziam: “Lili, também quero ajudar!”. Levavam o saco e devolviam-no com os mais diversos produtos.

Fiquei muito emocionada e foi uma grande lição de vida, por ter percebido que as pessoas com menos dinheiro são aquelas que mais gostam de ajudar, porque sabem o que é precisar.

Já percebemos que a Lili gosta de dar. E de receber, gosta?
Também gosto de receber. Mas se fizer um apanhado da minha vida toda, concluo que dei muito mais, muitíssimo mais, do que recebi. Sempre com muito boa-disposição, com muita felicidade e com este sorriso que me conhecem.

Arrepende-se de alguma coisa que tenha feito ao longo da vida?
Arrependo-me pois… Só as pessoas muito estúpidas é que dizem que não se arrependem. Então o que tínhamos aprendido, sobretudo, numa vida longa como a minha? Há anos da minha vida que perdi, perdi, perdi! E com pessoas que não valia a pena ter perdido nem meia hora (risos).

E do que se arrepende mais?
Uma das coisas de que me arrependo imenso foi ter saído da TAP, onde fui hospedeira, porque perdi as viagens gratuitas e os hotéis de 5 estrelas.
 
Que prenda pediu ao Pai Natal este ano?
Só pedi que as pessoas em Portugal começassem a sorrir mais e a serem mais solidárias. E que todos percebam que há pessoas que precisam de nós, mas que também que há pessoas tão pobres, tão pobres, que só têm dinheiro. E essas são as mais infelizes…

artigo do parceiro: Top Fama

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