Carlos Cruz passa Natal na cadeia

Autoridades recusam ao apresentador pedido de saída precária.
Marta e Mariana com o pai, Carlos Cruz, numa foto partilhada pela primeira

Condenado a seis anos de prisão por abusos sexuais de menores e com mais de metade da pena já cumprida, Carlos Cruz pediu uma “saída precária” para ir a casa passar o Natal com a família, mas o requerimento foi indeferido pelas autoridades.

Segundo Ricardo Sá Fernandes, advogado do antigo produtor e apresentador de televisão, os decisores fundamentaram tal recusa no facto de Cruz continuar a proclamar-se inocente, recusando-se a assumir a culpa decretada em tribunal.

Se ele confessasse os crimes pelos quais foi condenado, poderia, no mínimo, ir passar a quadra festiva a casa e, eventualmente, até sair da cadeia em regime de liberdade condicional.

No entanto, de acordo com Sá Fernandes, a confissão de tais crimes é uma coisa que Carlos Cruz “nunca fará”.

Posto isto, o facto é que o preso até já festejou antecipadamente o Natal atrás das grades. Terça-Feira, 16 de dezembro, Carlos Cruz, de 72 anos, teve direito à chamada “visita de Natal” no estabelecimento prisional da Carregueira e fez uma festinha comemorativa com as filhas, Marta e Mariana, e com as netas, Yasmin e Kyara.

Marta Cruz, a filha mais velha, fez no Facebook um emocionante relato desse encontro de 70 minutos, com os cinco sentados à volta de “uma pequena mesa quadrada”, partilhando alguns doces.

O pior, segundo Marta, aconteceu no final, quando perguntou ao pai (em inglês, para que a Mariana, de 10 anos, “não percebesse”) se tinha conseguido autorização para ir a casa passar o Natal.

Cruz respondeu “No, I didn´t” (Não, não consegui), explicou que estava a ser castigado por “não ter confessado o crime” e, de acordo com o relato de Marta, foi um momento muito doloroso, sobretudo porque a pequena Mariana percebeu a conversa e começou a chorar.

Regressada a casa, Marta Cruz conta que foi “procurar as leis” e descobriu que nas regras aplicáveis à autorização das saídas precárias de um preso “não há nada que diga que é obrigatório confessar o crime”.

“Enfim, a luta continua e o Natal, esse já passou, foi há umas horas atrás! Desculpem-me o atraso e … Boas Festas”, concluiu Marta Cruz.

artigo do parceiro: Top Fama

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