A flor mais chique de Paris é um hotel à imagem da primeira it girl

Localizado na cosmopolita Rive Gauche, Le Narcisse Blanc Hôtel & Spa, inspirado numa figura feminina da belle époque, alia o savoir-faire francês a uma elegância requintada e a um conforto irrepreensível.

Cléo de Mérode, nascida Cléopatra Diane de Mérode em 1875, não foi apenas uma bailarina francesa da belle époque. Foi também a primeira it girl do século XX. Imortalizada por grandes nomes das artes, como Henri de Toulouse-Lautrec, Félix Nadar, Edgar Degas, Alexandre Falguière e Marcel Proust, é, ainda hoje, uma figura envolta numa densa aura de mistério. Foi também dessa maneira que Laurent & Laurence, a dupla de criativos por detrás do Le Narcisse Blanc Hôtel & Spa, a retrataram.

A reinterpretação contemporânea da glamorosa dançarina pode mesmo ser vista numa das paredes que decoram esta luxuosa unidade hoteleira, localizada no Boulevard de la Tour-Maubourg, em plena Rive Gauche, num dos bairros mais sedutores e cosmopolitas de Paris, capital de França. A mulher por quem o rei belga Leopoldo II se enamorou aos 61 anos, tinha ela 22, está contudo longe de ser a única fonte de inspiração deste hotel.

O nome deve-o ao compositor Reynaldo Hahn, amigo de Cléo de Mérode, que gostava de usar a expressão «pequeno e belo narciso» para a definir. O edifício onde está localizado personifica também o génio de Georges-Eugène Haussmann, o barão escolhido pelo imperador Napoleão Bonaparte para desenvolver um ambicioso programa de renovação urbana do qual resultaram novas e extravagantes avenidas, praças, parques e edificações.

Arte nova e art deco com um toque arabesco

Inaugurado em meados de 2016, Le Narcisse Blanc Hôtel & Spa, uma requintada e exclusiva unidade hoteleira de cinco estrelas, é um projeto de Laurent Bardet e Laurence Jean, a dupla Laurent & Laurence, como se autointitulam. Os proprietários do espaço foram também os designers de serviço, trabalhando em parceria com a dupla de decoradores de interiores T&T, constituída por Thierry Martin e Thibaut Fron.

Na hora de o conceber, imaginaram-no confortável e sedutor, como Cléo de Mérode, repleto de tecidos finos. Nas paredes, nas roupas de cama e de casa de banho e nos tapetes, além de veludos claros, há cetim, seda e tweed. Nas cores, predominam o branco, o pérola, o bege, o cinzento areia, o champanhe e o cinza, ocasionalmente intercalados com apontamentos de cor de rosa. É assim nas 37 habitações, elegantes e espaçosas, entre as quais sete suites.

Algumas delas estão dotadas de lareiras para as noites frias. Outras integram terraços privativos com vista para a Torre Eiffel, para Les Invalides ou para os sedutores telhados de Paris, um luxo raro e um privilegio de que nem todos se podem gabar. No interior dos quartos, o mobiliário é de um classicismo contemporâneo, aliando peças revivalistas e urbanas pormenores de arte nova, de arte moderna e de art deco com um toque arabesco.

A flor mais chique de Paris

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