Fogo-de-artifício de Fim de Ano na Madeira recupera tradições portuguesas

A empresa responsável pelo fogo-de-artifício de passagem de ano da Madeira promete, para esta edição, "o maior espetáculo de sempre" na região, usando 132 mil peças, 70% das quais produzidas em Portugal, abandonando o fabrico chinês.
créditos: Lusa/Homem de Gouveia

"Regularmente, em todo o mundo, a maior parte do fogo-de-artifício costuma ser chinês. No espetáculo da Madeira, este ano, vamos ter mais de 70% de fogo-de-artifício fabricado em Portugal, na Lixa", disse à agência Lusa Carlos Macedo, responsável pela Macedos Pirotecnia.

A entrada em 2017 vai ser saudada com a queima de 132 mil peças pirotécnicas, com a duração de oito minutos, a partir de 38 postos, sendo 33 no anfiteatro da cidade, quatro na baía do Funchal e um na ilha do Porto Santo.

Segundo um inquérito feito pelo Governo Regional da Madeira junto das unidades hoteleiras da região, os resultados indicam que a ocupação média para a altura do Fim de Ano é, "a cerca de um mês", de 90%, o que representa um acréscimo de 5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O executivo madeirense vai investir 800 mil euros (menos 10 mil euros que no ano anterior) para uma queima que terá mais motivos portugueses.

"Vamos puxar o fogo à tradição portuguesa, multicolorido e muito sonoro, onde as antigas lagartinhas, as cascatas de fogo e as lantejoulas, voltam a fazer parte dos motivos", explicou Carlos Macedo.

A montagem dos postos de fogo será feita a partir de 14 de dezembro, por cerca de 380 pessoas, sendo 48 os técnicos pirotécnicos que irão disparar as 132 mil peças.

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