Responsabilidade: o dom de Capricórnio

Responsabilidade: habilidade de responder.

Responder a quê? Às circunstâncias da vida. Responder de que forma? Em verdade e coragem, de forma genuína e autêntica. Responder pelo quê? Pelas consequências naturais das nossas escolhas mais verdadeiras. Pelo preço das nossas necessidades mais profundas.

Responsabilizar-me: tornar-me hábil (capaz) de responder por quem sou e o que preciso. É o assumir responsavelmente a própria existência.

Mas também se confunde Responsabilidade com aceitar tarefas e incumbências que não nos fazem sentido, que nunca escolheríamos em amor por nós próprios, e nas quais não temos realmente fé; mas que por serem importantes para outros significativos na nossa vida (aqueles a quem amamos, ou desejamos, ou que têm poder de nos recompensar ou punir) acabam por se tornar nossas.

Por amor, medo, ignorância ou qualquer outro motivo, é fácil aceitar responsabilidades alheias. É difícil é assumir a responsa-habilidade própria.

É fácil esquecermo-nos (ou preferirmos não nos perguntar) se as responsabilidades que nos impomos nos pertencem, se são importantes para nós antes de mais, se são valiosas, se acreditamos nelas. Porque grande parte das vezes a resposta é: não.

E ainda assim sobrevém culpabilidade, outra face do mesmo princípio. É quando a Responsabilidade se torna um sacrifício redutor, vivido a um nível mental e arrogante, que termina em ressentimento, vitimização, depressão, cobrança, doença e tantos outros dos sintomas característicos do mal-estar da nossa civilização.

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