Os 5 princípios do Yoga: respiração adequada (Pranayama)

"Respiração é vida. Podemos durante dias sobreviver sem comida ou água mas sem respirar apenas sobreviveríamos alguns minutos." - Sivananda Yoga Centers The Sivananda companion to Yoga

Todos nós compreendemos o papel capital da respiração na manutenção da vida, no entanto, prestamos pouca atenção ao processo respiratório, mantendo-o como uma função involuntária e muitas vezes deficiente.

No Yoga, a respiração serve três propósitos essenciais: levar mais oxigénio ao sangue (nutrindo as células), controlar a nossa energia vital (prana) e, por último, dominar a mente e as emoções. Para compreendermos esta ligação entre a respiração e o pensamento/emoção, basta observarmos que a nossa respiração, quando estamos ansiosos ou irritados, é rápida e superficial. Pelo contrário, nos períodos de repouso e bem-estar a respiração tende a ser mais suave. Assim, como o estado mental afeta a respiração, esta inevitavelmente afeta também a mente. Por essa razão, desde tempos imemoriais, que os Yogis utilizam a respiração como ponte para os estados meditativos de controle das ondas mentais.

Quando começamos a praticar Yoga o mecanismo respiratório torna-se consciente e progressivamente vamos aprendendo a utilizar toda a nossa capacidade pulmonar. Com enfoque na respiração abdominal/diafragmática, a respiração no Yoga deverá ser nasal e suave. Inspiramos de forma profunda, oxigenando e energizando o corpo, e prolongamos a expiração de forma a permitir a libertação do dióxido de carbono, propiciando o relaxamento; a retenção será introduzida e prolongada à medida que o praticante evolui. Embora as pessoas tenham a tendência para subvalorizar a expiração, esta tem um papel fundamental no mecanismo respiratório, uma vez que ao expirarmos completamente criamos automaticamente espaço para a entrada de ar fresco, propiciando-se, assim, uma inspiração profunda.

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