O Carnaval e a Máscara da Felicidade

por Vera Luz

Tenho observado ao longo dos anos que o Carnaval é aquele festival que ou se adora ou se detesta.

Sem querer julgar ninguém ou sequer o festival e a sua simbologia em si, desde sempre que me encaixo na última categoria.

A palavra Carnaval, após uma breve pesquisa na internet, é polémica e não só tem várias interpretações linguísticas como tem conotações tanto com os Romanos através um festival atribuído ao Deus Baco, como à Grécia Antiga, como aos bailes venezianos durante o Renascimento onde o povo se escondia nas festas da realeza atrás das máscaras.

Segundo o Latim, a palavra Carnaval tem origem em duas palavras “carne” + “levare” cujo significado é “carne tirada ou sem carne”. Ou seja, o festival do Carnaval, é celebrado na Terça-feira de Cinzas ou também chamada de Terça-feira Gorda, Mardi Gras, precisamente porque é o último dia do calendário cristão em que seria permitido comer carne antes da Quaresma.

Se aprofundarmos um pouco mais a simbologia e procurarmos sentir o significado esotérico de um festival que honra o retirar a carne, podemos associar a imagem à simples retirada do que em nós é carne, ou seja o ego / personalidade com que nos identificamos, deixando exposta assim a nossa essência de Luz. Tal como a Alquimia procurava transformar em ouro, a mais bruta das pedras através do processo Alquímico e que não era mais do que uma metáfora para simbolizar o processo de transformação do nosso ego (pedra) para que surgisse a Luz da Alma (ouro).

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