Este Natal, não dês tralhas, dá de ti!

Por exemplo a falta de dinheiro para comprar bons presentes convida-nos à criatividade, é uma proposta desafiante de valorizarmos algo que antes tomávamos por garantido ou que nunca valorizámos de todo, pede-nos que façamos chegar ao outro o amor que lhe temos de outras maneiras criativas.

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O fosso que existe entre as nossas expectativas e a nossa realidade é o que nos causa stress e ansiedade. É nesse fosso que vivem as ilusões/desilusões, os medos, a revolta, a vitimização, a ansiedade e outros poderosos monstrinhos interiores.

Infelizmente a maioria ainda vive preso a expectativas muito altas de conseguir atingir ideais de sucesso, poder, riqueza, perfeição que na maioria apenas alimentam uma frustração sem fim, pois uma energia invisível e inteligente parece sempre boicotar esses esforços tão bem-intencionados e trazer-nos à nossa vida o que tanto queremos evitar.

A maior parte vive sem noção nenhuma de que por trás da aparente liberdade que temos de lutarmos por ou de conseguirmos atingir esses ideais, há uma força maior que nos faz chegar nem sempre o que queremos, mas sempre o que precisamos.
Ou seja, há um propósito muito maior para a nossa existência do que os nossos limitados desejos imediatos nos fazem acreditar. Muito mais do que acumular meia dúzia de tralhas, um emprego e construir uma família, há um trabalho pessoal interior, emocional, profundo e espiritual a fazer e esse sim irá sempre criar na nossa vida as condições que ele precisa para que seja feito.

O ideal será então começarmos a olhar a vida sob essa perspectiva mais humilde que sempre questiona;

"Para que é que isto me está a acontecer?", "Por que razão fui encontrar esta pessoa?", "Como escolho responder a este evento sabendo que da minha acção virá uma reacção kármica idêntica de retorno?"

Achamos que vivemos numa sociedade dita "civilizada" comparada a tribos primitivas pelo mundo fora ou com países não industrializados.
De facto temos acesso a máquinas maravilhosas, artigos infinitos que nos facilitam a vida e nos enfeitam a personalidade mas que cada vez mais servem para esconder o vazio interior, a frustração e a revolta de não só não conseguirmos adquirir os infinitos artigos que achamos que precisamos como quando conseguimos adquiri-los, sofremos ao perceber que não nos trouxeram a tão ansiada felicidade.

O que procura?

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