Cresce, amadurece e empodera-te!

Aos poucos vamos percebendo que o desafio da vida não nos pede conquistas exteriores ou que impressionemos quem nos rodeia ou mesmo Deus com todos os aspectos positivos.

Somos um pacote de energia, a ciência finalmente já o comprovou. No entanto, há séculos ou mesmo milénios que as antigas sabedorias esotéricas o afirmam e procuraram entender essas mesmas energias.

Os Mestres Taoístas com o seu Yin / Yang. A Numerologia com os seus 9 Números. A Astrologia com os 12 Signos. A literatura indiana védica com os 7 Chakras. Acredito mesmo que em todas as culturas iremos encontrar outras interessantes e diferentes maneiras de explicar o mesmo fenômeno.

Em todas estas ancestrais ciências ou sistemas filosóficos encontramos algo comum a todas; a dualidade. Polos negativos e positivos. Energias femininas e masculinas. Aspectos luz e aspectos sombra. A Mãe Terra, o Pai Céu. E tudo se comprova quando olhamos para a Natureza, que na sua maravilhosa diversidade, nos mostra como a dualidade pode ser extraordinária e maravilhosa.

Depois de séculos de amnésia em que acreditámos que Deus e a vida seriam apenas o lado positivo / amor / feliz / poderoso / ativo / luz, estamos finalmente a começar a aprender a aceitar e a integrar o lado negativo / medo / triste / desempoderado / sensível / sombra com parte complementar do Todo e não algo a rejeitar.

Aos poucos vamos percebendo que o desafio da vida não nos pede conquistas exteriores ou que impressionemos quem nos rodeia ou mesmo Deus com todos os aspectos positivos. O grande e mais nobre desafio é interior, ou seja, o reconhecimento de quem já somos; esta bela mistura de duas energias complementares que não são mais do que a individualização de Deus.

A partir desta visão maravilhosa, vamos então encontrar a dualidade em tudo e de todas as maneiras. Não só dentro de nós nas nossas energias, mas também nas nossas necessidades exteriores e interiores obviamente. Aliás, tenho mesmo observado que um dos maiores desafios diários é precisamente gerir as necessidades básicas do corpo, como alimento, segurança, proteção, conforto, descanso e todos os imensos movimentos diários que precisamos fazer para as satisfazer como desenvolver e manter fontes de rendimento saudáveis que permitam então construir fundações saudáveis. Mas também as necessidades do espírito; amor próprio, paz interior, sabedoria, consciência do nosso propósito espiritual, responsabilidade pela nossa energia, liberdade de sermos quem somos, espaço e tempo para sentir, meditar, aprender, amadurecer e servir.

Quanto mais consciência temos deste imenso e permanente trabalho pessoal duplo, mais nos responsabilizamos por ele. Até que nasça esta consciência, vivemos em estado de carência, completamente inconscientes e incapazes de nos auto gerirmos e equilibrarmos, vivendo em estado de exigência e cobrança permanente a quem nos rodeia, tal como faz um bebé no berço.

No entanto, o processo de maturidade começa no nascimento e irá sempre acompanhar-nos pela vida fora convidando-nos a crescer e a amadurecer de maneira a que um dia consigamos “desmamar” as nossas dependências e aprender que somos capazes de crescer e caminhar sozinhos.

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