A Astrologia no Renascimento

Durante o Renascimento, o prestígio da astrologia aumentou consideravelmente

Muitas foram as figuras importantes para a história da astrologia que viveram durante o Renascimento e que defenderam a Astrologia.

Durante o Renascimento, o prestígio da astrologia aumentou consideravelmente, assim como o número de astrólogos. O Renascimento foi uma época conturbada por crises espirituais, perturbações sociais e económicas e conflitos armados.

Em épocas de crise, o Homem sente necessidade de procurar no céu a resposta para as suas dúvidas, na expectativa de que os astros facilitem o desenvolver dos acontecimentos. Nesta perspectiva, os astrólogos foram aumentando a sua influência e grandes figuras do Renascimento ficaram intimamente ligadas à Astrologia, como Lutero, que escreveu o prefácio para um livro de astrologia de Johannes Lichtenberger, reforçando a ideia de que tudo o que acontece tem uma justificação nos sinais dados pelo Céu e pela Terra.

Contrastando com a atitude favorável de Lutero e de outros renascentistas, que apoiavam e defendiam a Astrologia, outros como Calvino e a Inquisição condenavam-na com muita veemência. Na verdade aqueles que condenavam a astrologia por motivos científicos, eram em menor número do que aqueles que o faziam por motivos puramente religiosos.

Desta época é o famoso Nostradamus, que foi médico-astrólogo de Catarina de Médicis e muitos outros personagens, escritores como Rabelais, pintores como Durer e muitos outros demonstram que é impossível eliminar a Astrologia da história das ideias durante os séculos XV e XVI.

Muito importante também foram Cornélio Agrippa que com a sua obra “Filosofia Oculta”, tratado de magia ou de filosofias secretas e Paracelso que, segundo o seu sistema, a astrologia tradicional que encontra o seu lugar, inclusive no âmbito médico e outros que se poderiam citar como Francis Bacon ou Kepler que acreditaram na sua verdade.

José Arjones Maiquez, Arteimagem

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