Parafarmácias eróticas são novo negócio

As sex shops já eram. Agora o que está a dar são espaços que, além dos produtos, apostam em cursos e parcerias com médicos. Em Portugal já se aceitam candidaturas para franchising

O negócio está a crescer em Espanha mas também já conta com lojas em Andorra e em Portugal, onde em agosto de 2015, em Campo de Ourique, em Lisboa, surgiu a primeira parafarmácia erótica em território nacional da cadeia Dolce Love. Além dos produtos de cariz sexual e da lingerie sexy que encontra habitualmente numa sex shop, a diferença está nos workshops e cursos de formação que estes estabelecimentos promovem, além de colaborações com médicos e enfermeiros de centros de saúde locais.

Criada em 2006, a «empresa dedicada à saúde sexual», como se apresenta no seu site nacional, apostou, durante vários anos, na distribuição de artigos eróticos e sensuais através de reuniões tuppersex, antes de apostar num conceito de licenciamento low cost que já está disponível em Portugal. «Atualmente o franchising erótico está a ter muito mais sucesso do que outros negócios próprios de sex shop», refere o site Best Franchising.

«Trata-se de um negócio que começa com uma marca definida, neste caso Dolce Love, com reconhecido prestígio em Espanha e no mundo, como sinónimo de saúde sexual, qualidade e formação», justificam os promotores. «É o franchising mais económico do setor, elegante, sofisticado e rigoroso no aconselhamento, intimista e com grande variedade de produtos relacionados», acrescentam ainda.

Mulheres compram mais 

Além de oito lojas em Espanha e presença em Andorra e Portugal, a cadeia Dolce Love tem como imagem de marca a famosa escritora, investigadora e terapeuta sexual Valerie Tasso, autora de livros como «Diário de uma ninfomaníaca». Com mais de 60.000 clientes só em território espanhol, a empresa tem apostado em vários estudos para conhecer melhor o seu público-alvo. Um deles revelou que quatro em cada vez mulheres preferem uma reunião tuppersex a um jantar de Natal em família.

Embora este tipo de eventos sejam mais procurados e frequentados por elementos do sexo feminino, os números apontam que os homens também têm vindo a aderir a este género de iniciativas. De acordo com uma das pesquisas da empresa, eles já representam 20% do total de participantes. Depois da Europa, Argentina, Colômbia, Brasil, Peru, Porto Rico, Chile e México são alguns dos países que podem vir a receber parafarmácias eróticas desta marca.

Texto: Luis Batista Gonçalves

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