Diplomada pela Escola de Artes de Utrecht, na Holanda, Elisabeth Van Aalderen, uma apaixonada por fotografia, trabalhou durante vários anos na indústria da moda como estilista e diretora de arte mas, mais tarde, acabaria por deixar o emprego para perseguir o sonho de se tornar fotógrafa. Tinha 25 anos quando descobriu que era portadora de vitiligo, uma doença autoimune provocada pela falta de melanina que leva ao aparecimento de manchas na pele.

Como era questionada diariamente sobre a sua patologia, decidiu juntar as duas experiências, a sua paixão pela fotografia e a sua condição de doente com vitiligo. Atualmente com 33 anos, desenvolveu o projeto "Shades of pale", uma iniciativa que pretende desmistificar a doença e auxiliar outras vítimas femininas a lidar com o mesmo problema com a intenção de alertar consciências. "Como não podia mudar o facto de ter vitíligo, decidi adotá-la", admite.

À semelhança do que acontece com outros portadores da doença, a fotógrafa holandesa viu-se obrigada a ter de enfrentar aquela que considera ser a sua maior e mais difícil jornada de autoaceitação. "Cerca de 60 milhões de pessoas em todo o mundo têm vitiligo, mas muitas não sabem o que é", sublinha Elisabeth Van Aalderen, que viu em "Shades of pale", que pode ficar a conhecer de seguida, uma oportunidade para expiar todos os seus receios e inseguranças.

Para concretizar "Shades of pale", ainda em desenvolvimento, Elisabeth Van Aalderen tem fotografado mulheres de todo o mundo, entre os 20 e os 50 anos, com todo o tipo de corpos. "Para elas, esta experiência não foi apenas uma maneira de se expressarem de forma criativa. Também foi incrivelmente terapêutica. Cerca de 90% delas nunca tinham estado à frente de uma máquina fotográfica e este projeto levou-as a sair da sua zona de conforto", garante.

"É muito gratificante que estas sessões de fotografia lhes tenham aumentado a autoestima. Para muitas, foi um processo de cura e de aceitação", acrescenta Elisabeth Van Aalderen, que continua a procurar mulheres com vitiligo para fotografar. A candidatura pode ser apresentada online. "Quero contar a história de mulheres fortes que celebram a sua beleza, que neste caso as distingue de todas as outras. Quero retratar mulheres que abraçam a sua pele", esclarece.

"Não quero que as pessoas vejam o vitíligo como uma coisa que está fora de moda. Todos os tipos de beleza devem ser inclusivos e a beleza pode ser o que nós quisermos", defende a fotógrafa holandesa. Nas redes sociais, onde é seguida por milhares, são muitas as fotografias de mulheres que Elisabeth Van Aalderen partilha. Para além de promover a inclusão e o combate à discriminação, também tem hasteado a bandeira do empoderamento feminino.

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