Os problemas de pele como a acne, a rosácea e o eczema deixaram de ser tão estigmatizados como o eram ainda há uns anos. No entanto, quem sofre com eles continua a sentir uma grande pressão por parte da sociedade no sentido de não ter de confrontar terceiros com a sua condição. Sophie Harris-Taylor, uma fotógrafa britânica que teve acne na adolescência, entende como ninguém o drama que vivem as voluntárias que fotografou para o projeto "Epidermis".

Apesar de saber que ainda existe um longo caminho a percorrer, a artista decidiu mostrar a beleza destas mulheres, tendo desafiado um grupo de voluntárias a deixar-se fotografar sem maquilhagem para inspirar outras mulheres a libertar-se do estigma. O projeto que desenvolveu apresenta retratos de britânicas com todo o tipo de problemas na pele, como é o caso de Ezinne. "A minha autoestima ia diminuindo à medida que a acne ia aumentando", recorda a inglesa.

"Eu quis criar uma série de trabalhos que permita às mulheres amarem a pele que têm, independentemente da sua condição. As mulheres bonitas que fotografei não têm vergonha de a mostrar", justificou já publicamente Sophie Harris-Taylor. "A minha própria experiência enquanto adolescente deixou-me incrivelmente autoconsciente e ansiosa por uma pele normal", desabafa a autora de "Epidermis", que pode visualizar na galeria de imagens que se segue.

As fotografias que integram "Epidermis" já estiveram expostas publicamente em Londres, em Inglaterra, numa mostra que atraiu atenções para a condição das pessoas que sofrem com problemas de pele. As mulheres são as maiores vítimas do estigma. "Muitas sentem uma grande pressão social para não sair à rua sem maquilhagem", critica Sophie Harris-Taylor. Annie, uma das retratadas, confirma-o. "Prefiro não a usar para deixar a minha pele respirar", garante.

"Mas, quando era nova, nunca saía de casa sem me maquilhar", sublinha. "Não me recordo de quando é que me deixei de preocupar com isso mas sou muito mais feliz desde que deixei de o fazer", assume. "Eu deixei de fazer coisas porque não me sentia bem", acrescenta Abi, outra das retratadas. "A normalidade é definida pelas imagens que nos chegam. Somos levados a acreditar que todas as mulheres têm uma pele ideal e sem falhas", condena ainda a fotógrafa britânica.

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