Nascida na fria e nublada Irlanda do Norte, Jacqueline Rush Lee vive e trabalha, atualmente, na soalheira Havai. No arquipélago norte-americano, fincado em pleno Oceano Pacífico, Jacqueline optou por se instalar numa região remota. A artista plástica procura, aí, encontrar o silêncio e a presença de espírito para desenvolver um trabalho singular.

Rush Lee faz dos seus dias momentos para trabalhar com uma matéria-prima carregada de personalidade, os livros. Para a sua obra, a artista irlandesa carrega todo um histórico familiar. O seu avô materno era pintor. Já o pai, engenheiro de formação e profissão, expressava na escultura de cavalos a sua capacidade criativa.

Depois dos estudos em belas artes na Universidade do Havai, Jacqueline Rush Lee, encontra a sua expressão artística num campo difícil, o de dar uma nova vida a velhos livros. Volumes que a artista resgata do esquecimento, moldando-os à sua forma de encarar a arte.

Ao observador, os livros/esculturas de Jacqueline são como peças “fossilizadas”, que conheceram o calor do forno, as tintas acrílicas, colas, colagens, recorte e um trabalho laborioso que implica dezenas de horas de atividade para cada peça.

No processo criativo Jacqueline pode, inclusivamente, enterrar o livro durante semanas. O solo húmido e o passar do tempo tratarão de emprestar ao volume o carácter que a artista lhe procura.

Em muitos dos seus trabalhos, a irlandesa mantém a descoberto os textos impressos nos livros. Isto como forma de nos recordar a vida anterior de cada uma das peças. Enciclopédias, manuais médicos, de engenharia, até mesmo obsoletas listas telefónicas, servem de suporte ao trabalho de Jacqueline.

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