Para a artista plástica norte-americana Jennifer Maestre uma caixa de lápis é mais do que a possibilidade de desenhar novos mundos em papel. Aliás, para a escultora que vive no estado de Massachusetts, uma simples caixa de lápis é pouco para o trabalho tridimensional que nos apresenta a partir destes artefactos de grafite.

Cada uma das obras de Jennifer implica a utilização de centenas, por vezes milhares de lápis de cor. Esculturas que nasceram inspiradas na forma do ouriço-do-mar, mais especificamente nos seus espinhos. Para a artista estes encerram tanto de belo como de perigoso. Um aviso explicito a quem ouse tocar-lhes.

Jennifer vê na textura dos espinhos do ouriço um objeto de atração, tendemos a querer tocar-lhes e simultaneamente sentimo-nos repudiados. É essa experiência, misto de desejo e de repulsa que a escultura imprime nos seus trabalhos.

Na prática, a autora traz para as suas peças artefactos produzidos industrialmente, milhões de cada vez, e torna-os peças de arte, únicas e de labor manual.

Esculturas a que a criadora não atribui uma forma definida, antes a possibilidade de nelas vermos o que aquilo que a nossa imaginação lhes quiser atribuir.

Diz-nos Jennifer Maestre no site que faz a apresentação da sua obra: “Para fazer as esculturas, recorro a centenas de lápis, corto-os em seções de 2,5 cm, faço um buraco em cada seção (para transformá-las em contas), e costuro-as”.

Atenção, a obra desta norte-americana pica, mas é maravilhosa
Na prática, a autora traz para as suas peças artefactos produzidos industrialmente, milhões de cada vez, e torna-os peças de arte, únicas e de labor manual.

Jennifer encontra inspiração para o seu trabalho na obra de um alemão do século XIX, Ernst Haeckel, biólogo, naturalista, filósofo, médico, professor e artista que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin.

Uma obra que também bebe em fontes mitológicas, lendas e narrativas de seres fantásticos. “Por vezes uma escultura inspira a próxima, ou talvez eu cometa um erro, o que me envia numa nova direção”, conta a criadora que iniciou este ciclo de criaturas maravilhosas quando estava no último ano do curso na Massachusetts College of Art and Design, no seu estado natal.

“Tudo partiu de uma ideia para uma caixa com um compartimento secreto que conteria uma pérola. A caixa teria a forma de um ouriço do mar, feito de prata. Para abrir a caixa e revelar o compartimento secreto, o utilizador teria de puxar um dos espinhos. A ideia era de algo belo, escultural, mas que repelisse o toque. No âmago, havia um prémio”

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