As pessoas inspiram-no. Mais elas do que eles. "Viajo em torno das questões relacionadas com a condição humana, em particular com a existência das mulheres na terra como fonte de vida, de conhecimento e de harmonia, como um fator de equilíbrio na sociedade e como um perpétuo transmissor de sabedoria e amor", elogia Jose Cacho, artista plástico mexicano nascido na Cidade do México, onde ainda reside, em 1959.

A alma das mulheres habita nas suas pinturas e o pintor, que já foi galardoado com o Prémio Especial do Júri na Bienal de Florença, em Itália, embeleza-a com mosaicos (muito) coloridos. Jose Cacho pega em imagens que podem ser encontradas em qualquer lugar, principalmente em jornais, em revistas de moda e em folhetos de propaganda, transformando-as, como pode admirar na galeria de imagens que se segue.

Desde 2016 que essa tem sido a premissa de Jose Cacho. "A mulher fica em posições reflexivas, observando pacificamente em torno dela, desafiando o espetador a entrar no trabalho para a acompanhar a uma zona repleta de simbolismos que são representados tanto na própria imagem quanto nas texturas, nas cores, nas transparências e no brilho que os compõem", explicou já publicamente o artrista plástico mexicano sexagenário.

Alguns dos textos escritos pelo pintor são, também eles, transferidos para a superfície de algumas das obras que já apresentou em cidades como Sófia, Florença, Barcelona ou Nova Iorque. Jose Cacho utiliza uma técnica de relevo que cria uma textura visual que provoca uma mistura de expressões "que convidam o espetador a aproximar-se para perceber que tem que fazer um grande esforço para lê-lo e compreendê-lo", esclarece.

A referência à complexidade da natureza humana e ao constante desafio individual para se compreender a si próprio e aos que o rodeiam marcou as criações artísticas que desenvolveu nos últimos anos. Para os materializar, Jose Cacho utiliza diversos materiais nas suas obras. Para além das tintas, dos suportes acrílicos, do carvão, dos pastéis e de colagens, também recorre à transferência de emulsões de álcool.

Um dos seus traços distintivos é a utilização de pequenos mosaicos, inspirados numa técnica usada pelo pintor austríaco Gustav Klimt. "Representam a complexidade e a integração dos pensamentos e dos sentimentos que nos aproximam permanentemente. As áreas passivas do trabalho, em contrapartida, aludem aos momentos de reflexão e tranquilidade, necessários para alcançar o equilíbrio quotidiano", refere ainda.

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