A doença aterosclerótica das artérias coronárias é uma doença crónica, por vezes rapidamente progressiva, que exige o controlo agressivo de todos os fatores de risco cardiovasculares e o cumprimento rigoroso da medicação prescrita.

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Em Portugal, tem-se assistido a uma melhoria muito significativa do prognóstico do doente com Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) na fase intra-hospitalar, mas o risco de repetição de eventos cardiovasculares permanece elevado após a alta hospitalar, mesmo para além do primeiro ano após EAM.

De acordo com a evidência disponível, um em cada cinco doentes que sobrevivem ao internamento hospitalar apresenta um novo evento (morte cardiovascular, EAM ou acidente vascular cerebral) durante o primeiro ano após EAM e 20% dos doentes sem evidência de complicações cardiovasculares no primeiro ano sofrem um novo evento nos três anos seguintes.

Que cuidados fundamentais devem ter os doentes coronários? 

A adoção de um estilo de vida saudável e a adesão à terapêutica instituída constituem os cuidados primordiais no doente coronário. Para manter a sua doença estável, sem risco de recorrência de EAM, o doente coronário deve:

  1. Deixar de fumar
  2. Reduzir os níveis de colesterol para os alvos recomendados (LDL <70 mg/dL ou redução de pelo menos 50% nos doentes com níveis basais entre 70 e 135 mg/dL), mantendo o cumprimento rigoroso da medicação nas doses prescritas
  3. Controlar os valores de pressão arterial (<130/80 mmHg)
  4. Otimizar o controlo glicémico (açúcar no sangue) no caso dos doentes diabéticos ou pré-diabéticos, sempre que possível, optando por fármacos com benefícios demonstrados na redução de eventos cardiovasculares 
  5. Adotar uma dieta saudável (semelhante à Mediterrânica)
  6. Manter um peso saudável (Índice de Massa Corporal entre 20-25 Kg/m2) ou reduzir nos casos de excesso de peso ou obesidade 
  7. Praticar exercício físico de acordo com a idade, o nível de atividade prévia e as limitações físicas
  8. Cumprir rigorosamente toda a medicação prescrita, particularmente a medicação antiagregante plaquetar (aspirina em associação com ticagrelor/prasugrel/clopidogrel) durante os períodos recomendados pelo médico assistente
  9. Gerir e controlar a ansiedade
  10. Conhecer os  principais sintomas de EAM (dor no peito de intensidade e duração variável, habitualmente descrita como um aperto, constrição ou peso, em alguns casos com irradiação para os braços, costas e pescoço, pode surgir acompanhada de suores, náuseas e vómitos. Existem formas de apresentação menos típicas, como o desmaio ou a falta de ar súbita, mais frequentes em doentes diabéticos, idosos e mulheres).
  11. Ligar imediatamente para o número de emergência médica 112, perante a suspeita de um EAM.

Os conselhos são da médica Sílvia Monteiro, Cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e coordenadora da área dos Cuidados Intensivos Cardíacos da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

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