A probabilidade de se desenvolver melanoma aumenta com a idade, embora a doença afecte pessoas de todos as classes etárias.

Aprenda a preveni-lo. Este é uma variante grave do cancro da pele que afeta os melanócitos (células que dão cor à epiderme). Se não for detetado a tempo, este cancro pode ser mortal, já que produz metástases noutros órgãos, espalhando-se através do sangue ou do sistema linfático.

Causas

A sua origem pode ser genética (ligado à história familiar) mas, em muitos casos, é ambiental. É provocado por uma exposição excessiva à radiação solar e pode ser retroativo (uma queimadura solar sofrida na infância pode provocar um melanoma em idade adulta).

Sintomas

Pode aparecer num sinal antigo ou num novo, com alterações no tamanho, forma ou cor, com exsudação ou sangue, ardor, dor ao toque e volume.

Existem várias formas de o combater:

- Tratamento cirúrgico

Remoção cirúrgica do tumor primário, acompanhada de quimioterapia ou radioterapia.

- Terapia biológica

Também conhecida como imunoterapia, é uma técnica muito recente e tem como objetivo fazer com que o próprio organismo combata o cancro. Utilizam-se materiais como o interferão para impulsionar ou direccionar as defesas do corpo contra o tumor. Esta terapia melhora as hipóteses de cura em cerca de 10%.

Prevenção

O melanoma pode ser prevenido desde a infância através de uma proteção solar adequada. As pessoas de pele muito branca, as que trabalham ao ar livre e os desportistas devem ter cuidados redobrados.

Para alertar para os malefícios deste problema, em julho de 2013, o Intergrupo Português do Melanoma lançou um site que pretende esclarecer as pessoas sobre esta doença.

Disponível em www.ipm.pt, a página online sobre a sociedade científica disponibiliza informação essencial sobre o melanoma, dirigida a profissionais de saúde, doentes e familiares.

No site do Intergrupo Português do Melanoma está disponível informação sobre o melanoma, o seu diagnóstico, tratamento, fatores de risco e prevenção.

Através da plataforma, doentes e familiares podem também contactar a sociedade e colocar questões a especialistas de várias áreas como a dermatologia, cirurgia, anatomia-patológica e oncologia médica. O melanoma é um tumor relativamente raro, representando cerca de 10% dos cancros cutâneos, mas é responsável por 80% das mortes por este tipo de cancro.

A incidência e mortalidade por melanoma têm vindo a aumentar em todo o mundo, sobretudo nas duas últimas décadas. Em Portugal, diagnosticam-se anualmente cerca de 800 casos e a incidência situa-se entre os seis a oito casos por cada 100.000 habitantes.Um em cada cinco doentes com melanoma, uma doença que pode atingir qualquer grupo etário, desenvolve uma forma avançada e agressiva da doença. O melanoma aparece inicialmente na pele, mas na fase avançada pode tornar-se muito agressivo e pode atingir outros órgãos, nomeadamente os gânglios, os pulmões, o fígado e o cérebro.

A idade média de aparecimento ronda os 57 anos, sendo no entanto frequente abaixo dos 30. Na mulher, o melanoma localiza-se preferencialmente nos membros inferiores. Já no homem, a localização habitual é o tronco, «embora possa aparecer em qualquer parte do corpo», alerta explica Maria José Passos, fundadora do Intergrupo Português do Melanoma.