Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os tratamentos atuais, muitas vezes fornecidos em associação, permitem curar doentes com bom prognóstico e prolongar significativamente a sobrevida de outros. O tratamento mais antigo, que começou a ser administrado no final do século XIX, é a cirurgia. Consiste na remoção parcial ou completa do tumor.

Desenvolvida no início do século XX, a radioterapia consiste na utilização de radiação ionizante para destruir células doentes. Desenvolveu-se rapidamente nos últimos 20 anos graças a importantes avanços técnicos que permitiram definir com grande precisão as zonas a tratar e limitar a exposição dos tecidos saudáveis.

A quimioterapia consiste na utilização de fármacos que eliminam células cancerosas. Atualmente, é usada numa ampla quantidade de casos de cancro, em geral associada a cirurgia ou radioterapia, o que permitiu aumentar a sobrevivência e a sobrevida. Porém, também ataca células saudáveis, acarretando vários efeitos secundários significativos.

Reservada a certos casos, como o cancro de mama ou da próstata, a hormonoterapia provoca a morte de células tumorais num prazo mais longo, criando contudo um ambiente hormonal desfavorável.

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As recidivas tumorais

Certos casos de cancro (pulmão, fígado ou pâncreas) não respondem tão bem aos atuais tratamentos e outros podem degenerar em recidivas, levando os investigadores a buscar novas respostas terapêuticas.

Entre elas aparecem a imunoterapia, uma técnica que se esforça para "mobilizar" as defesas imunitárias do doente contra a sua própria doença. Segundo alguns investigadores, pode transformar o tratamento de algumas formas de cancro. Recentemente, foram obtidos resultados animadores no tratamento do melanoma avançado e em certos tipos de cancro de pulmão.

Outra pista promissora são os tratamentos específicos contra certas células que contribuem para o crescimento da doença. São utilizados em certos casos de tumores no sangue, mas também de mama, pulmão e aparelho digestivo.

Além dos tratamentos que apontam diretamente para as células cancerosas, alguns atacam diretamente o desenvolvimento dos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

Em estado ainda experimental, a terapia genética consiste em "injetar" um gene numa célula, substituindo um gene deficiente, ou induzir a fabricação de uma substância destinada a destruir as células cancerosas. Foram feitos inúmeros testes clínicos e esta terapia foi particularmente eficaz em crianças que sofrem de cancro no sangue. Também está a ser testada contra o cancro de pâncreas.

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