Anda demasiado acelerado? Se calhar, está na altura de abrandar. Existem atividades que os naturopatas e os nutricionistas, além de outros especialistas, sugerem para revitalizar corpo e mente e que diversos estudos internacionais também asseguram ser ideais para combater o stresse e a agitação dos dias de hoje, dois dos problemas que mais afetam a nossa saúde mental.

Estas são algumas das modalidades a experimentar urgentemente:

1. Tai chi

Trata-se de uma disciplina recomendada para pessoas que estejam a atravessar épocas de stresse, já que aumenta a concentração, a memória e o bem-estar psíquico. Também é indicado para pessoas com uma má forma física, pois incrementa a força, a flexibilidade e a coordenação.

Além disso, permite aceder ao principal benefício do exercício físico a nível anímico. O aumento da produção de endorfinas ou das chamadas hormonas do bem-estar. Estudos recentes demonstraram a sua eficácia no alívio de várias doenças crónicas e na melhoria do humor.

2. Música

Está demonstrado que as vibrações sonoras favorecem a produção de endorfinas e é por isso que, quando estamos em baixo e ouvimos uma canção alegre, o nosso ânimo sobe. Este efeito psicológico da música é a base da musicoterapia. De acordo com os especialistas, nos momentos em que o ânimo está de rastos, peças como «Quatro Estações» de Vivaldi são especialmente revigorantes, enquanto que para acalmar os nervos se recomendam os cantos gregorianos ou o Concerto de Branderburgo, de Bach.

3. Rir 

«Para estar saudável é preciso rir, pelo menos, 300 vezes ao dia». Este provérbio chinês ancestral foi confirmado por um número infindável de investigações científicas que demonstraram os efeitos que o riso tem sobre a saúde. Uma gargalhada autêntica move 400 músculos, queima calorias e provoca uma revolução a nível orgânico, onde se destaca a produção de endorfinas, as hormonas do bem-estar, trazendo benefícios a nível mental, uma vez que imuniza contra a depressão e é eficaz contra a insónia.

Além disso, reduz o cortisol, uma hormona relacionada com o stress, favorece a superação dos maus momentos, evita as emoções negativas, como a raiva e a vingança e ajuda a combater os pensamentos obsessivos, facilitando aquilo que a filosofia zen denomina de vazio de pensamento (ou se ri ou se pensa, não se podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo).

A risoterapia, uma disciplina que usa técnicas que ajudam a libertar tensões do corpo com o objetivo de provocar o riso de forma natural, conta com cada vez mais adeptos. A sua intenção é potenciar os mecanismos que predispõem o bom humor sob a premissa de que, quanto mais se exercita o riso, mais facilidade se tem em melhorar o humor. Para saber mais sobre risoterapia caseira, clique aqui.

4. Luz

A quantidade de horas de luz a que estamos expostos diariamente influencia diretamente o estado anímico. De facto, inúmeros estudos constataram que quando as horas de sol diminuem, há mais probabilidades de cair no desânimo. Para o evitar, os especialistas recomendam que se exponha à luz solar. Para isso, deve eliminar as cortinas, trabalhar perto de uma janela e por aí fora... Pode também aumentar a claridade do ambiente, decorando-o em tons de marfim, creme ou bege ou aumentar o número de luzes indiretas com lâmpadas de mesa ou de pé.

Veja na página seguinte: A ajuda que a meditação (também) pode dar

5. Meditação

Existem evidências de que a meditação pode aumentar os níveis de serotonina e, de facto, muitas das psicoterapias que se aplicam como complemento da medicação para tratar os estados depressivos incluem técnicas de budismo zen, já que está demonstrado que algumas, como a meditação, são muito eficazes para proporcionar esse estado de placidez, calma e tranquilidade que tanto beneficia estes pacientes.

Praticá-la é tão simples como tentar desligar-se num ambiente tranquilo. A duração recomendável é de 15-20 minutos por dia. A constância é muito importante. É mais eficaz meditar um pouco todos os dias do que fazê-lo durante uma hora, uma vez por semana. As melhores horas para meditar são pela manhã (para lhe dar alguma energia), a meio do dia (para recarregar baterias) e à noite (antes de se deitar, para libertar tensões). Para saber mais sobre meditação, clique aqui.

Texto: Madalena Alçada Baptista com revisão científica de João Beles (naturopata e coordenador do curso de naturopatia do Instituto de Medicina Tradicional de Lisboa) e Magda Roma (nutricionista)

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