Também conhecida como hipnoterapia, a hipnose provoca um estado alterado de consciência, criando uma profunda sensação de relaxamento.

Sob hipnose, o indivíduo consegue concentrar-se de forma intensa num pensamento, memória, sensação.

Nesse estado, é capaz de assimilar sugestões, induzidas pelo terepeuta, que podem contribuir para mudanças de comportamento e, assim, melhorar os seus níveis de
bem-estar. Para que esta terapia seja bem sucedida é essencial que haja uma relação de confiança
com o terapeuta e o paciente se sinta descontraído. Durante uma sessão de hipnose, a pessoa concentra-se num determinado estímulo, geralmente a voz do terapeuta.

Este incentiva a autoconfiança do indivíduo e orienta-o em direcção a determinados pensamentos, que variam de acordo com o problema em causa.

Os riscos de fechar os olhos

Existem diversas ideias erradas em relação a este tipo de terapia, nomeadamente a de que a pessoa sob o efeito da hipnose perde a consciência e sofre de amnésia ou que podemos ser hipnotizados mesmo que não o desejemos.

Desde que realizada por um profissional experiente, a hipnose é uma terapia
segura. Em Portugal, esta prática é realizada em consultórios de Psiquiatria e Psicologia.

Caso a técnica não seja posta em prática de forma rigorosa, a pessoa pode sentir dores de cabeça, tonturas ou naúseas. Acresce ainda o facto de apenas cerca de 10 a 15 por cento das pessoas serem hipnotizáveis.

O que revelam os testes em laboratório

Está provado que a hipnose é eficaz no tratamento de dependências (alimentares e tabagismo), assim como ajuda a controlar os níveis de stress e dor. De acordo com dados divulgados pela Mayo Clinic, estudos preliminares revelam que pode ser usada em casos de fobias, asma, para controlar os vómitos e naúseas causados pela quimioterapia e reduzir a intensidade e frequência das dores de cabeça.

Ainda assim, o mesmo organismo sublinha o facto de geralmente este tipo de terapia ser usado como parte integrante de um plano de tratamento e não como única opção.


Veja na página seguinte: O que a ciência já descobriu

O que a ciência já descobriu sobre os efeitos de terapias como o relaxamento, o biofeedback, o yoga, o tai chi ou a hipnose

Muitos continuam a olhar para elas com desconfiança mas até a comunidade científica lhe reconhece alguns méritos em inúmeras situações. Veja aqui quais:

Doenças cardíacas
As investigações revelam que as terapias que se focam na interacção entre o cérebro, a mente, o corpo e o comportamento podem potenciar a recuperação de doentes cardíacos.

Dor

Ensaios clínicos demonstram que esta classe de terapias é uma ajuda preciosa para
quem sofre de artrite, permitindo reduzir o nível de dor e as visitas ao médico.

Também parecem ter efeitos positivos em casos de dor crónica e aguda,
dores de cabeça e de costas.

Stress e imunidade

Estudos recentes revelam que indivíduos que têm tendência para vivenciar mais emoções positivas do que negativas possuem um sistema imunitário mais robusto, apresentando maior resistência por exemplo a constipações.

Por outro lado, os investigadores já conseguiram demonstrar que existe uma relação entre os níveis de stress, alterações de humor e a cicatrização de feridas.

Cirurgias

Actualmente, os cientistas estão empenhados em descobrir até que ponto é que estas técnicas poderão ajudar prepararmo-nos para uma cirurgia, atenuando o stress geralmente associado a esta situação.

Até ao momento, segundo os ensaios clínicos já realizados, foi possível verificar que os doentes que eram preparados com este tipo de terapias recuperavam mais rapidamente, passando menos dias no hospital.

Texto: Nazaré Tocha

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